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(IVIN 2026) - QUESTÃO

A Batalha do Jenipapo, ocorrida em 13 de março de 1823, às margens do rio Jenipapo, em Campo Maior (PI), foi um dos episódios mais sangrentos da Guerra da Independência do Brasil. Nela, piauienses, maranhenses e cearenses enfrentaram as tropas portuguesas comandadas pelo Major João José da Cunha Fidié, em defesa da libertação do país. Sobre esse acontecimento histórico, assinale a alternativa que melhor descreve a realidade dos fatos:
A) A batalha resultou em vitória imediata dos brasileiros, consolidando a independência na região. 
B) O confronto foi marcado pela participação popular, com lavradores e sertanejos lutando contra tropas bem armadas.
C) A luta ocorreu imediatamente após o grito da independência por Pedro I às margens do rio Ipiranga.
D) O episódio teve pouca relevância, não sendo considerado parte da Guerra da Independência. 
E) A batalha foi travada apenas por tropas profissionais do Exército brasileiro, sem envolvimento da população local.

(FAMEMA 2024) - QUESTÃO

A emancipação gradual dos escravizados que já fora proposta por José Bonifácio e outros, na época da Independência, somente começou a ser realizada cinquenta anos mais tarde com a Lei do Ventre Livre. A abolição definitiva ocorreu apenas quando a libertação dos escravizados já era praticamente fato consumado. 
(Emília Viotti da Costa. “O legado do Império.” In: Brasil: história, textos e contextos, 2015. Adaptado.)

O excerto faz uma síntese da lentidão das medidas abolicionistas implementadas pelo Império brasileiro (1822-1889), que pode ser explicada 
a) pela ausência de rendimentos monetários da agricultura brasileira de exportação. 
b) pela associação governamental com partidos políticos controlados pela oligarquia rural. 
c) pelo isolamento dos escravizados no interior da sociedade brasileira de homens livres. 
d) pelos vínculos da elite social brasileira com o comércio internacional de escravizados. 
e) pela manutenção da exploração do trabalho compulsório no conjunto do continente americano.

(FGV-SP 2023) - QUESTÃO

Leia o fragmento abaixo escrito por José Bonifácio no século XIX, e depois assinale a alternativa correta:
“O imperador tinha só dois caminhos a seguir, ou ser verdadeiramente constitucional, ou absoluto; no primeiro caso nada tinha que temer dos brasileiros, no segundo corria grandes azares, mas com juízo e constância poderia obter seu fim; mas hesitando constantemente, seguindo as circunstâncias, decerto há de vir a ser vítima sem falta.”
DOLHNIKOFF, Miriam (org.) José Bonifácio de Andrada e Silva.
Projetos para o Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1998, p. 225. 

a) D. Pedro I, diante das ameaças separatistas da oligarquia paulista, optou por impor um regime centralizado, em 1824, inspirado no absolutismo monárquico. 
b) A monarquia constitucional foi instaurada no Brasil com a emancipação política em 1822 e caracterizou-se pela estabilidade política. 
c) D. Pedro I, com a dissolução da Assembleia Constituinte em 1823, contrariou os interesses de parcela importante das oligarquias brasileiras. 
d) A adoção do Poder Moderador, em 1824, foi sugerida por setores da elite brasileira influenciados pelo liberalismo político estadunidense.
e) A implementação do parlamentarismo monárquico no Brasil, em 1824, foi estimulada pelas boas relações diplomáticas mantidas com a Inglaterra.

(SANTA CASA) - QUESTÃO


Um dia, os imigrantes aglomerados na amurada da proa chegavam à fedentina quente de um porto, num silêncio de mato e de febre amarela. [...] Faziam as suas necessidades nos trens de animais onde iam. Jogavam-nos num pavilhão comum em São Paulo. Amontoados [...] num carro de bois, [...] chegavam uma tarde às senzalas donde acabava de sair o braço escravo. 

(Oswald de Andrade. Marco Zero I: A revolução melancólica, 1978.)

O escritor descreve 
a) a constituição de bairros de imigrantes, vindos das áreas rurais, nas metrópoles urbanas. 
b) as etapas do deslocamento da mão de obra imigrante dos países de origem até as propriedades agrícolas. 
c) os fatores de expulsão de trabalhadores imigrantes das sociedades europeias para o mercado brasileiro. 
d) a melhoria das condições materiais de vida dos colonos imigrantes nas fazendas paulistas. 
e) os conflitos motivados por diferenças socioculturais entre a população imigrante e a mão de obra escrava.

(SANTA CASA) - QUESTÃO

O sistema colonial havia engendrado um grupo heterogêneo de regiões, com poucas ligações entre si e nas quais prevalecia, no interior da elite branca, uma identidade de dupla face: lusitana e regional. 
(Miriam Dolhnikoff. “Elites regionais e a construção do Estado Nacional”. 
In: István Jancsó (org.). Brasil: formação do Estado e da Nação, 2003.) 

O excerto alude a uma condição histórica 
a) agravada com a permanência da escravidão em escala nacional. 
b) manipulada pelos interesses econômicos ingleses na América. 
c) debilitadora da política externa brasileira na América do Sul. 
d) enfrentada pela organização institucional do país durante a Independência. 
e) derivada de diferenças culturais das sociedades indígenas brasileiras.


(FATEC) - QUESTÃO

Preparado por uma comissão especial liderada por Bernardo Pereira de Vasconcelos, após longos debates na Assembléia Geral, foi promulgado, em 18/08/1934, o Ato Adicional à Constituição do Império, que promovia mudanças, como 

a) a criação de Conselhos de Estado em substituição às Assembleias Legislativas Provinciais. 
b) a criação de uma Regência Trina Permanente, eleita por voto indireto, para governar até a maioridade de D. Pedro de Alcântara. 
c) diminuir a autonomia que era dada às províncias. 
d) a criação do Município Neutro, independente da Província do Rio de Janeiro. 
e) a substituição da Regência Una por uma Regência Trina, sendo esta escolhida por meio de eleições gerais.

(Mackenzie-SP) - QUESTÃO

“Apareceu a 1º do corrente [janeiro de 1888] em Piracicaba o primeiro número de uma folha trisemanal intitulada O Lavrador Paulista, e consagrada aos (...) interesses negreiros das fazendas” [interesses dos grandes proprietários de escravos]
Diário Popular (jornal de São Paulo), 03/01/1888

“O órgão escravocrata que sob este título [O Lavrador Paulista] apareceu em Piracicaba, deu três números e morreu. O povo não esteve para sustentar folhas de semelhante jaez” [espécie/qualidade/laia]
Diário Popular (jornal de São Paulo), 10/01/1888

Considerando o contexto histórico em que as notícias acima foram divulgadas, assinale a alternativa que apresente uma explicação satisfatória para a falta de apoio popular ao O Lavrador Paulista.

a) No momento em que o jornal foi publicado, a população não tinha aderido ao abolicionismo, portanto a principal causa de sua extinção foi o  desinteresse popular pelos destinos reservados aos negros após a Lei Áurea, assinada naquele contexto.
b) Era consenso, naquele momento, que a abolição fosse uma questão de tempo, por isso a população não deu atenção ao jornal que defendia os interesses escravistas da burguesia cafeeira do Oeste paulista e sua indenização, caso a Lei Áurea fosse assinada.
c) O interesse escravista, predominante naquele momento, tentou influenciar as populações rurais de São Paulo a não aderirem ao abolicionismo, daí a necessidade de fundação de um jornal naquele sentido, apesar de sua extinção alguns dias depois.
d) O abolicionismo, predominante na sociedade brasileira da época contava com a adesão de diversos sujeitos sociais – camadas médias urbanas, intelectuais, políticos, jornalistas dentre outros – assim como a ação efetiva dos negros na luta pelo fim da escravidão.
e) É preciso levar em consideração, na análise, a situação financeira do município citado – Piracicaba – uma vez que, afastado dos grandes centros produtores de café, não foi possível aos seus cidadãos o financiamento do jornal citado.

(ENEM - 2018) - QUESTÃO

A poetisa Emília Freitas subiu a um palanque, nervosa, pedindo desculpas por não possuir títulos nem  conhecimentos, mas orgulhosa ofereceu a sua pena que “sem ser hábil, é, em compensação, guiada pelo poder da vontade”. Maria Tomásia pronunciava orações  que levantavam os ouvintes. A escritora Francisca Clotilde arrebatava, declamando seus poemas. Aquelas  “angélicas senhoras”, “heroínas da caridade”, levantavam  dinheiro para comprar liberdades e usavam de seu entusiasmo a
fim de convencer os donos de escravos a  fazerem alforrias gratuitamente. 
MIRANOA, A. Disponível em: www.opovoonline.com.br. Acesso em: 10 jun. 2015.
 
As práticas culturais narradas remetem, historicamente, ao movimento 

a) feminista.
b) sufragista.
c) socialista.
d) republicano.
e) abolicionista. 

(Mackenzie 2018/2) - QUESTÃO

“A cena de uma rua é, a um só tempo, a mesma de todo o quarteirão. Os pés de chumbo (portugueses) deixam que a cabralhada (brasileiros) se aproxime o mais possível. E inesperadamente, de todas as portas, chovem garrafas inteiras e aos pedaços sobre os invasores. O sangue espirra, testas, cabeças, canelas... Gritos, gemidos, uivos, guinchos. 
É inverossímil. 
E a raça toda, de cacete em punho, vai malhando... E os corpos a cair ensanguentados sobre os cacos navalhantes das garrafas. ” 
(Correia, V.,1933, p.42)

O episódio, descrito acima, relata o enfrentamento entre portugueses e brasileiros, em 13/03/1831, no Rio de Janeiro, conhecido como Noite das Garrafadas. Essa manifestação assemelhava-se às lutas liberais travadas na Europa, após as decisões tomadas pelo Congresso de Viena.

A respeito dessa insatisfação popular, presente tanto na Europa, após 1815, quanto nos conflitos nacionais, durante o I Reinado, é correto afirmar que 

a) D. Pedro II adota a mesma política praticada por monarcas europeus; quando, ao outorgar uma carta constitucional, contrariou os interesses, tanto da classe oligárquica, fiel ao trono, quanto das classes populares, as quais permaneceram sem direito ao voto. 
b) o governo brasileiro também se utilizou de empréstimos junto à Inglaterra, aumentando a dívida externa e fortalecendo a economia inglesa, a fim de sanar o déficit orçamentário e suprir os gastos militares em campanhas contra os levantes populares. 
c) D. Pedro I, buscando recuperar sua popularidade, iniciou uma série de visitas às províncias revoltosas do país, adotando a mesma estratégia diplomática que alguns regentes europeus, nessa época, praticaram, sem contudo, lograrem nenhum sucesso político. 
d) as guerras travadas contra o exército napoleônico, na Europa, e o envolvimento do Brasil, na Guerra da Cisplatina, provocaram, em ambos os casos, a enorme insatisfação popular e revolta, diante do elevado número de combatentes mortos. 
e) a retomada de políticas absolutistas, como o estabelecimento do Poder Moderador, no Brasil, dando plenos poderes a D. Pedro I e, na Europa, a dura repressão contra as ideias liberais, deflagradas pela Revolução Francesa, ocasionaram uma enorme insatisfação popular.

(UNESP) - QUESTÃO

A primeira Constituição brasileira, de 1824, foi 

a) aprovada pela Câmara dos Deputados e estabeleceu o voto censitário. 
b) imposta por Portugal e determinou o monopólio português do comércio colonial. 
c) outorgada pelo imperador e definiu a existência de quatro poderes. 
d) promulgada por uma Assembleia Constituinte e concentrou a autoridade no Poder Executivo. 
e) determinada pela Inglaterra e estabeleceu o fim do tráfico de escravos.

                                                                                                                             Resposta: C

(ENEM 2016) - QUESTÃO

Com seu manto real em verde e amarelo, as cores da casa dos Habsburgo e Bragança, mas que lembravam também os tons da natureza do “Novo Mundo”, cravejado de estrelas representando o Cruzeiro do Sul e, finalmente, com o cabeção de penas de papo de tucano em volta do pescoço. D. Pedro II foi coroado imperador do Brasil. O monarca jamais foi tão tropical. Entre muitos ramos de café e tabaco, coroado como um César em meio a coqueiros e paineiras, D. Pedro transformava-se em sinônimo da nacionalidade. 
SCHWARCZ, L. M. As barbas do Imperador: D. Pedro II, um monarca nos trópicos. São Paulo: Cia. das Letras. 1998 (adaptado). 

No Segundo Reinado, a Monarquia brasileira recorreu ao simbolismo de determinadas figuras e alegorias. A análise da imagem e do texto revela que o objetivo de tal estratégia era 

a) exaltar o modelo absolutista e despótico. 
b) valorizar a mestiçagem africana e nativa. 
c) reduzir a participação democrática e popular. 
d) mobilizar o sentimento patriótico e antilusitano. 
e) obscurecer a origem portuguesa e colonizadora

                                                                                                                             Resposta: E

(ENEM 2016) - QUESTÃO

O número de votantes potenciais em 1872 era de 1 097 698, o que correspondia a 10,8% da população total. Esse número poderia chegar a 13%, quando separamos os escravos dos demais indivíduos. Em 1886, cinco anos depois de a Lei Saraiva ter sido aprovada, o número de cidadãos que poderiam se qualificar eleitores era de 117 022, isto é, 0,8% da população.
CASTELLUCCI, A. A. S. Trabalhadores, máquina política e eleições na Primeira República. Disponível em: www.ifch.unicamp.br. Acesso em: 28 jul 2012. 

A explicação para a alteração envolvendo o número de eleitores no período é a 

a) criação da Justiça Eleitoral. 
b) exigência da alfabetização. 
c) redução da renda nacional. 
d) exclusão do voto feminino. 
e) coibição do voto de cabresto.

                                                                                                                             Resposta: B

(ENEM 2016) - QUESTÃO

“Precauções que aconselhamos à Sua Alteza, o Sr. Conde D’Eu, quando tiver de visitar escolas. Se Sua Alteza imitasse o seu augusto sogro, Dom Pedro II, não teria nunca ocasião de contestar fatos históricos”.
AGOSTINI. A. Revista Ilustrada. n. 309. 29 jul. 1882 (adaptado)

Segundo a charge, os últimos anos da Monarquia foram marcados por 

a) debates promovidos em espaços públicos, contando com a presença da família real. 
b) atividades intensas realizadas pelo Conde D’Eu, numa tentativa de salvar o regime monárquico. 
c) revoltas populares em escolas, com o intuito de destituir o monarca do poder e coroar o seu genro. 
d) críticas oriundas principalmente da imprensa, colo - cando em dúvida a continuidade do regime políti co. 
e) dúvidas em torno da validade das medidas tomadas pelo imperador, fazendo com que o Conde D’Eu assumisse o governo.

                                                                                                                             Resposta: D

(FUVEST 2017/2ª FASE) - QUESTÃO

O café passou a ser o produto das grandes fazendas doadas em sesmarias, enquanto a corte portuguesa residia no Rio de Janeiro. Na verdade, o café foi a salvação da aristocracia colonial. Foi também a salvação da corte imperial cambaleante, que, assediada por rebeliões regenciais e duramente pressionada a pagar pelas burocracias civil e militar necessárias para consolidar o Estado, foi resgatada pelas receitas do café que afluíam para a alfândega do Rio de Janeiro. Caso as condições de cultivo tivessem sido mais favoráveis ao café nas distantes e rebeldes cidades do Recife, Porto Alegre ou São Luís, seriam geradas forças centrífugas que teriam dividido o Brasil.
Warren Dean, A ferro e fogo. A história e a devastação da Mata Atlântica brasileira, 1996. Adaptado. 

A partir do texto, 

a) indique a localização geográfica da cultura do café no Império do Brasil, mencionando qual foi sua maior zona produtora; 

b) caracterize a economia das províncias que, entre 1835 e 1845, rebelaram-se contra o poder central do Império. 

(FUVEST - 2017) - QUESTÃO

No Brasil, do mesmo modo que em muitos outros países latino-americanos, as décadas de 1870 e 1880 foram um período de reforma e de compromisso com as mudanças. De maneira geral, podemos dizer que tal movimento foi uma reação às novas realidades econômicas e sociais resultantes do desenvolvimento capitalista não só como fenômeno mundial mas também em suas manifestações especificamente brasileiras. 
Emília Viotti da Costa, “Brasil: a era da reforma, 1870-1889”. In: Leslie Bethell, História da América Latina, v.5. São Paulo: Edusp, 2002. Adaptado

A respeito das mudanças ocorridas na última década do Império do Brasil, cabe destacar a reforma 

a) eleitoral, que, ao instituir o voto direto para os cargos eletivos do Império, ao mesmo tempo em que proibiu o voto dos analfabetos, reduziu notavelmente a participação eleitoral dos setores populares. 
b) religiosa, com a adoção do ultramontanismo como política oficial para as relações entre o Estado brasileiro e o poder papal, o que permitiu ao Império ganhar suporte internacional. 
c) fiscal, com a incorporação integral das demandas federativas do movimento republicano por meio da revisão dos critérios de tributação provincial e municipal. 
d) burocrática, que rompeu as relações de patronato empregadas para a composição da administração imperial, com a adoção de um sistema unificado de concursos para preenchimento de cargos públicos. 
e) militar, que abriu espaço para que o alto-comando do Exército, vitorioso na Guerra do Paraguai, assumisse um maior protagonismo na gestão dos negócios internos do Império.

--------------------------------------------------------------------RESPOSTA: A