Em 1935, Luís Carlos Prestes regressou
clandestinamente ao Brasil, acompanhado de Olga
Benário, agente recrutada no IV Departamento do
Estado-Maior do Exército Vermelho — o serviço secreto
militar soviético — para garantir sua segurança, e
que acabaria por se tornar sua companheira. Entre
dezembro de 1935 e março de 1936, a caçada policial
chegou até os quadros da Internacional Comunista — e,
em seguida, ao esconderijo de Prestes. Não escapou
ninguém. Prestes seria mantido preso durante nove
anos, parte desse período em completo isolamento. Olga
Benário, judia e comunista, foi deportada, grávida, para
a Alemanha nazista, entregue à Gestapo e morta numa
câmara de gás, no campo de extermínio de Bernburg.
(Lilia M. Schwarcz e Heloisa M. Starling. Brasil:
uma biografia, 2018. Adaptado.)
Os acontecimentos mencionados no excerto mostram
a) o encerramento dos movimentos de contestação
comunistas na história brasileira.
b) a aproximação do governo brasileiro com o movimento
da Aliança Nacional Libertadora.
c) a afinidade da política brasileira com o totalitarismo
europeu na tensa conjuntura internacional.
d) a adesão brasileira à política internacional do
imperialismo norte-americano.
e) o auge das perseguições políticas durante a ditadura
do Estado Novo getulista.
Os acontecimentos narrados no excerto representam
a radicalização política totalitária europeia quando,
para cumprir determinações soviéticas, Luís Carlos
Prestes e Olga Benário vieram ao Brasil com o
propósito de implantar um regime comunista;
ao mesmo tempo em que, a deportação de Olga,
alemã, judia e comunista atendia aos interesses
governamentais de Getúlio de flertar com o regime
nazista, implantado na Alemanha.
Obs.: A deportação de Olga Benário ocorreu ainda no
período constitucional do Governo Vargas, antes da
implantação do Estado Novo, período no qual Vargas
demonstra, na maior parte do tempo, afinidade
política e ideológica com o regime nazista alemão.
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