As empresas podem estabelecer seu setor produtivo
na parte do mundo onde os juros e os salários sejam os
mais baixos e os sindicatos, os mais controlados, para
ter lucros maiores. Além disso, as empresas colocam as
filiais destinadas à captação de matérias-primas onde
a legislação de proteção ao meio ambiente é menos
elaborada. Depois, elas instalam seu sistema financeiro
onde os juros são mais altos. Por fim, colocam sua direção
e gerência administrativa na região onde a qualidade
de vida é a mais alta possível. Então, desdobra-se a
empresa de forma a ter o maior benefício possível das
fragilidades e vantagens encontradas em todas as partes
de um sistema econômico e politicamente desigual. Isso
aumenta a lucratividade. A contrapartida desse processo
é que, se algum país não aceitar essas condições, a
empresa simplesmente retira o seu investimento e o que
resta ao país é minguar na miséria absoluta.
(www.portal.sesc.org.br)
No contexto apresentado pelo excerto, a retirada de uma empresa de um país configura-se como um tipo de
a) globalização equitativa.
b) chantagem econômica.
c) nacionalismo comercial.
d) altruísmo corporativo.
e) compensação social.
O final do excerto destaca que uma empresa
transnacional retira os investimentos de um país,
quando este não aceita concordar com as exigências
feitas, causando-lhe sérios prejuízos. Apesar de ser
uma prerrogativa da empresa, buscar condições
que lhe sejam mais favoráveis, tal prática pode
contribuir para que uma nação soberana se curve
aos interesses de grupos econômicos estrangeiros.
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