Mostrando postagens com marcador Baixa Idade Média. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Baixa Idade Média. Mostrar todas as postagens

(ENEM 2019) - QUESTÃO

A cidade medieval é, antes de mais uma sociedade da abundância, concentrada num pequeno espaço em meio a vastas regiões pouco povoadas. Em seguida, é um lugar de produção e de trocas, onde se articulam o artesanato e o comércio, sustentados por uma economia monetária. É também centro de um sistema de valores particular, do qual emerge a prática laboriosa e criativa do trabalho, o gosto pelo negócio e pelo dinheiro, a inclinação para o luxo, o senso da beleza. E ainda um sistema de orga - nização de um espaço fechado com muralhas, onde se penetra por portas e se caminha por ruas e praças e que é guarnecido por torres. 
LE GOFF, J.; SCHMITT, J.-C. Dicionário temático do Ocidente Medieval. Bauru: Edusc, 2006.

No texto, o espaço descrito se caracteriza pela associação entre a ampliação das atividades urbanas e a 
a) emancipação do poder hegemônico da realeza. 
b) aceitação das práticas usurárias dos religiosos. c) independência da produção alimentar dos campos. 
d) superação do ordenamento corporativo dos ofícios. 
e) permanência dos elementos arquitetônicos de proteção. 

(UNIFESP) - QUESTÃO

 Na Baixa Idade Média, mais precisamente entre os séculos XII e XIII, o centro-norte da Itália formava um viveiro de prósperas cidades que expressavam o vigor da retomada econômica do Ocidente naqueles séculos. Muitas dessas cidades, em termos político-administrativos, eram 

a) autônomas, organizadas como repúblicas, e internamente divididas em simpatizantes do papa (guelfos) e simpatizantes do imperador (gibelinos). 
b) repúblicas, internamente coesas, e aliadas umas às outras na luta contra os poderes universais do papa e do imperador. 
c) organizadas internamente como democracias, e externamente como uma federação, para tratar com o papa e o imperador. 
d) governadas por condottieri, que garantiam sua independência frente aos inimigos externos, constituídos pelo papa e pelo imperador. 
e) soberanas que, para escapar à dominação bizantina e sarracena, financiavam o Império e o Papado.

(UNIFESP) - QUESTÃO

 Durante a Baixa Idade Média (séculos XI a XIV), o Ocidente importou, com regularidade e intensidade crescentes, especiarias de áreas e civilizações não cristãs. 

Essas mercadorias eram 
a) adquiridas por meio de escambo (trocadas por quinquilharias) ou por roubo dos povos produtores, como na costa ocidental da África. 
b) compradas com moedas nos portos do Mediterrâneo oriental, ou trocadas por tecidos de lã, provenientes de Flandres e das cidades do norte da Itália. 
c) obtidas com exclusividade pelos bizantinos, os quais as revendiam, igualmente com exclusividade, aos mercados venezianos. 
d) vendidas nos portos europeus pelos comerciantes árabes, depois de trazidas do Oriente por caravanas de camelos. 
e) transportadas por navios de cabotagem, principalmente ibéricos, que as vendiam nos mercados da Europa do Norte.

(UNIFESP) - QUESTÃO

Se como concluo que acontecerá, persistir esta viagem de Lisboa para Calecute, que já se iniciou, deverão faltar as especiarias às galés venezianas e aos seus mercadores. (Diário de Girolamo Priuli. Julho de 1501)

Esta afirmação evidencia que Veneza estava 
a) tomada de surpresa pela chegada dos portugueses à Índia, razão pela qual entrou em rápida e acentuada decadência econômica. 
b) acompanhando atentamente as navegações portuguesas no Oriente, as quais iriam trazer prejuízos ao seu comércio. 
c) despreocupada com a abertura de uma nova rota pelos portugueses, pois isto não iria afetar seu comércio e suas manufaturas. 
d) impotente para resistir ao monopólio que os portugueses iriam estabelecer no comércio de especiarias pelo Mediterrâneo. 
e) articulando uma aliança com outros estados italianos para anular os eventuais prejuízos decorrentes das navegações portuguesas.

(FATEC) - QUESTÃO

 Nos séculos finais da Baixa Idade Média europeia, a economia de subsistência e de trocas naturais tendia a ser suplantada pela economia monetária, a influência das cidades passou a prevalecer sobre os campos, e a dinâmica de comércio levou à mudança e à ruptura das corporações de ofício medievais. (SEVCENKO, Nicolau. O Renascimento. São Paulo: Atual, 1988, p. 5. Adaptado) 

Analisando as transformações citadas, conclui-se, corretamente, que elas 
a) evidenciaram o surgimento da nova classe social burguesa e a crise do sistema feudal. 
b) fortaleceram a Igreja Católica, que incentivava a prática comercial no período medieval. 
c) prejudicaram a burguesia comercial e favoreceram os proprietários das terras feudais. 
d) demonstraram a força do sistema feudal e dos mecanismos de subsistência no campo. 
e) enfraqueceram os reis absolutistas que dominaram a Europa durante o período medieval.

(SANTA CASA) - QUESTÃO

 O surgimento das fábricas, na Inglaterra do final do século XVIII, promoveu, entre outras mudanças, 

a) o aumento significativo da capacidade produtiva e a primazia da distribuição no mercado interno. 
b) a consolidação do parcelamento das tarefas e a concentração dos trabalhadores num mesmo espaço. 
c) o fim do sistema de artesanato e a maior qualificação do operariado industrial. 
d) o nascimento das organizações sindicais e a imediata criação de leis de regramento e ordenação do trabalho. 
e) a introdução de máquinas movidas a energia elétrica e a valorização do trabalho assalariado.

(ENEM 2017) - QUESTÃO

Mas era sobretudo a lã que os compradores, vindos da Flandres ou da Itália, procuravam por toda a parte. Para satisfazê-los, as raças foram melhoradas através do aumento progressivo das suas dimensões. Esse crescimento prosseguiu durante todo o século XIII, e as abadias da Ordem de Cister, onde eram utilizados os métodos mais racionais de criação de gado, desempenharam certamente um papel determinante nesse aperfeiçoamento. 
DUBY, G. Economia rural e vida no campo no Ocidente medieval. Lisboa: Estampa, 1987 (adaptado)

O texto aponta para a relação entre aperfeiçoamento da atividade pastoril e avanço técnico na Europa ocidental feudal, que resultou do(a)

a) crescimento do trabalho escravo.
b) desenvolvimento da vida urbana.
c) padronização dos impostos locais.
d) uniformização do processo produtivo.
e) desconcentração da estrutura fundiária.