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(Albert Einstein 2024) - QUESTÃO

A sociedade medieval vive, morre e se diverte com uma grande brutalidade. Os camponeses preferem ver os cavaleiros partirem em cruzada ou matarem se nos torneios a vê-los saquear as colheitas e espoliar os vilarejos. Pois a grande insegurança no ano 1000 é sustentada por esses bandos de cavaleiros [...]. 

(Georges Duby. Ano 1000, ano 2000: na pista de nossos medos, 1998.)

Ao abordar a questão da violência na Idade Média, o excerto indica 
a) a origem social das constantes rebeliões de servos. 
b) a importância do aparato policial público de repressão ao crime. 
c) a convocação militar para a participação nas cruzadas religiosas. 
d) a frequência de guerras e combates entre os Estados nacionais europeus. 
e) a manifestação do poder social e militar de representantes da nobreza.

(Albert Einstein 2025) - QUESTÃO

A sociedade medieval vive, morre e se diverte com uma grande brutalidade. Os camponeses preferem ver os cavaleiros partirem em cruzada ou mataremse nos torneios a vê-los saquear as colheitas e espoliar os vilarejos. Pois a grande insegurança no ano 1000 é sustentada por esses bandos de cavaleiros [...]. 

(Georges Duby. Ano 1000, ano 2000: na pista de nossos medos, 1998.)

Ao abordar a questão da violência na Idade Média, o excerto indica 
a) a origem social das constantes rebeliões de servos. 
b) a importância do aparato policial público de repressão ao crime. 
c) a convocação militar para a participação nas cruzadas religiosas. 
d) a frequência de guerras e combates entre os Estados nacionais europeus. 
e) a manifestação do poder social e militar de representantes da nobreza.

(ENEM 2019) - QUESTÃO

O cristianismo incorporou antigas práticas relativas ao fogo para criar uma festa sincrética. A igreja retomou a distância de seis meses entre os nascimentos de Jesus Cristo e João Batista e instituiu a data de comemoração a este último de tal maneira que as festas do solstício de verão europeu com suas tradicionais fogueiras se tornaram “fogueiras de São João”. A festa do fogo e da luz no entanto não foi imediatamente associada a São João Batista. Na Baixa Idade Média, algumas práticas tradicionais da festa (como banhos, danças e cantos) foram perseguidas por monges e bispos. A partir do Concílio de Trento  (1545-1563), a Igreja resolveu adotar celebrações em torno do fogo e associá-las à doutrina cristã.
CHIANCA, L. Devoção e diversão: expressões contemporâneas de festas e santos católicos. Revista Anthropológicas, n. 18, 2007 (adaptado).

Com o objetivo de se fortalecer, a instituição mencionada no texto adotou as práticas descritas, que consistem em 
a) promoção de atos ecumênicos. 
b) fomento de orientação bíblicas. 
c) apropriação de cerimônias seculares. 
d) retomada de ensinamentos apostólicos. 
e) ressignificação de rituais fundamentalistas. 

(FAMEMA) - QUESTÃO

[...] cristianismo romano na Europa ocidental e central, cristianismo ortodoxo grego em Bizâncio e na Europa oriental, islam do Irã à Espanha, e, claro, o judaísmo dos judeus da Diáspora.

(Jacques Le Goff. O Deus da Idade Média, 2017.)

Considerando o conteúdo do excerto e conhecimentos sobre a história da Europa da Idade Média, pode-se afirmar que 
a) a natureza das relações entre as pessoas derivou acentuadamente das crenças religiosas dos grupos sociais. 
b) o poder do Papa, restrito aos assuntos religiosos, foi universalmente aceito pelas autoridades religiosas. c) a aliança militar de reis católicos e ortodoxos impediu a expansão do islamismo no continente. 
d) o clima de paz política caracterizou as interações entre as formações religiosas monoteístas. 
e) a oposição ao culto de imagens uniu, do ponto de vista doutrinal, as religiões oriundas da Bíblia hebraica.

(ALBERT EINSTEIN) - QUESTÃO

 O Império Romano, após a profunda crise do século III, tentou a sobrevivência através do estabelecimento de novas estruturas, que não impediram (e algumas até mesmo aceleraram) sua decadência, mas que permaneceriam vigentes por séculos. Foi o caso, por exemplo, do caráter sagrado da monarquia, da aceitação de germanos no exército imperial, da petrificação da hierarquia social, do crescente fiscalismo sobre o campo, do desenvolvi - mento de uma nova espiritualidade. (Hilário Franco Junior. A Idade Média: nascimento do Ocidente, 1988.)

O texto apresenta alguns elementos que se aprofundaram nos dois séculos seguintes e caracterizaram a transição entre 
a) a Alta Idade Média e a Baixa Idade Média, marcada, entre outros elementos, pela penetração de povos estrangeiros nos domínios do Império Romano e pela militarização do cotidiano. 
b) a Idade Média e a Idade Moderna, marcada, entre outros elementos, pela centralização do poder político nas mãos dos reis e as severas limitações na mobilidade social. 
c) a Antiguidade e a Idade Média, marcada, entre outros elementos, pela negação do caráter divino do imperador e pela transformação do cristianismo em religião do Estado. 
d) o Império Romano do Ocidente e o Islã, marcada, entre outros elementos, pela feudalização e pelo aumento da tributação sobre a produção agrícola. 
e) o Mundo Antigo e o Mundo Moderno, marcada, entre outros elementos, pelo desaparecimento dos grandes impérios e a consolidação dos Estados nacionais europeus.

(FCMSCSP) - QUESTÃO

A cidade antiga organizava-se em torno de um conjunto de edifícios e monumentos que desapareceram entre os séculos IV e VII: fóruns, templos, pórticos, circo, teatro, estádio, termas. […] Durante muito tempo, as igrejas são os únicos monumentos nas cidades da Alta Idade Média e nas cidades episcopais, onde o bispo e o clero cristão mantêm uma certa vida urbana.

(Jacques Le Goff. “Cidade”. In: Jacques Le Goff e Jean-Claude Schmitt. (orgs.). Dicionário analítico do Ocidente medieval, vol. 1, 2017.)

O texto refere-se a um aspecto da passagem da Antiguidade Clássica para a Idade Média, caracterizado
a) pela permanência do politeísmo romano e pelo esforço de cristianização dos pagãos.
b) pela cristianização do poder imperial e pela aliança da Igreja cristã com o Imperador. 
c) pelo avanço das atividades comerciais e pelo surgimento de grandes centros urbanos.
d) pelo processo de ruralização da vida social e pela emergência de novos poderes políticos. 
e) pelo esplendor da cultura clássica e pela ausência da cultura artística no mundo cristão.

(UNESP 2019) - QUESTÃO

Por muitíssimo tempo escreveu-se a história sem se preocupar com as mulheres. No século XII assim como hoje, masculino e feminino não andam um sem o outro. As damas de Guînes e as damas de Ardres tiveram todas por marido um ás da guerra, senhor de uma fortaleza que seu mais remoto ancestral havia edificado. 
(Georges Duby. Damas do século XII: a lembrança das ancestrais, 1997. Adaptado.)

O texto trata de relações desenvolvidas num meio social específico, durante a Idade Média ocidental. Nele, 
a) as mulheres passavam a maior parte de seu tempo nas igrejas, o que incluía o trabalho de orientação religiosa, e os homens atravessavam as noites em tabernas e restaurantes. 
b) os homens controlavam os espaços públicos, o que incluía as ações militares, e as mulheres, confinadas ao espaço doméstico, eram associadas à maternidade e, ocasionalmente, à santidade. 
c) os homens responsabilizavam-se pelos assuntos cul - turais, o que incluía a instrução dos filhos, e as mulheres dedicavam-se ao preparo das refeições cotidianas e, ocasionalmente, de banquetes. 
d) as mulheres eram obrigadas a pagar impostos, o que incluía o dízimo, e os homens, livres de qualquer tributo, conseguiam acumular mais bens e, ocasional - mente, enriquecer. 
e) os homens dedicavam-se ao comércio, o que incluía deslocamentos para regiões afastadas de casa, e as mulheres incumbiam-se do trabalho nas lavouras e, ocasionalmente, na forja de metais.

(ENEM 2017) - QUESTÃO

Mas era sobretudo a lã que os compradores, vindos da Flandres ou da Itália, procuravam por toda a parte. Para satisfazê-los, as raças foram melhoradas através do aumento progressivo das suas dimensões. Esse crescimento prosseguiu durante todo o século XIII, e as abadias da Ordem de Cister, onde eram utilizados os métodos mais racionais de criação de gado, desempenharam certamente um papel determinante nesse aperfeiçoamento. 
DUBY, G. Economia rural e vida no campo no Ocidente medieval. Lisboa: Estampa, 1987 (adaptado)

O texto aponta para a relação entre aperfeiçoamento da atividade pastoril e avanço técnico na Europa ocidental feudal, que resultou do(a)

a) crescimento do trabalho escravo.
b) desenvolvimento da vida urbana.
c) padronização dos impostos locais.
d) uniformização do processo produtivo.
e) desconcentração da estrutura fundiária.

(Mackenzie 2018/2) - QUESTÃO

“Em terras alemãs em lugares afastados, onde a vida permanecia rude e isolada, os monges não só pregavam o cristianismo, mas também foram importantes para levar os avanços agrícolas para a região das florestas. Nas matas fechadas, abriam clareiras, drenavam pântanos e introduziram novas lavouras. As poucas escolas que existiram na Idade Média eram dirigidas e mantidas pelos monges. Alguns monastérios serviam também de hospitais e hospedarias”.
Adaptado de: Wallbank, T. W. e outros. History and Life. 4ªed. Illinois: Scott Foresman, 1993. 

De acordo com o texto, é correto afirmar que, durante a alta Idade Média europeia, a atividade dos monastérios

a) redimensionava o princípio de “ora et labora” (reza e trabalha), já que os monges se dedicavam apenas aos trabalhos braçais. 
b) seguia o princípio de “ora et labora” (reza e trabalha), pois os monges dedicavam-se a uma vida reclusa e trabalhos exclusivamente intelectuais. 
c) redimensionava o princípio tradicional de “ora et labora” (reza e trabalha), pois exercia importante ligação com o cotidiano de comunidades próximas. 
d) conflitava com o princípio papal de “ora et labora” (reza e trabalha), ao valorizar a prática do trabalho, em detrimento das orações diárias. 
e) contribuiu para o surgimento de uma mentalidade que, ligada às atividades comerciais urbanas, promoveu contestações ao poder papal sobre os europeus.

(UFPR - 2017) - QUESTÃO

Considere o fragmento abaixo: Durante a Idade Média, a figura feminina revestiu-se dos piores atributos imagináveis. Para os teólogos, além de infantil e inconstante, a mulher era mãe de todo pecado: Thomas Murner chamava-a de “Diabo doméstico”, enquanto Tomás de Aquino reservava-lhe a pecha de “macho deficiente”. Essas características levaram-na a ser o elo fraco das sociedades cristãs, a janela pela qual Satã adentrava territórios sacramentados. Sendo fraca de vontade e caráter, a mulher ficava à mercê das tentações demoníacas, tornando-se facilmente discípula e amante do Diabo. 
(SOUZA, Aníbal. Missionários e Feiticeiros. História: Questões e Debates, Curitiba, v. 13. jul./dez., 1996. p. 118.) 

Em relação ao imaginário na Idade Média, é correto afirmar que vigorava uma forte influência: 

a) cristã protestante e alto poder do clero, com grande perseguição contra os considerados heréticos. 
b) cristã protestante e alto poder do clero, além de pouca mobilidade social e grande perseguição contra os considerados vassalos. 
c) católica e alto poder do clero, além de pouca mobilidade social e grande perseguição contra os considerados heréticos. 
d) católica e alto poder dos nobres, além de grande mobilidade social e perseguição contra protestantes, considerados heréticos. 
e) católica e alto poder do clero, além de grande mobilidade social e perseguição contra os considerados vassalos. 
--------------------------------------------------------------------RESPOSTA: C

(FUVEST) - QUESTÃO (Q 0738)

Na Europa Ocidental, durante a Idade Média, o auge do feudalismo (século X ao XIII) coincide com o auge da servidão. Explique 

a) no que consistia a servidão. 

b) por que a servidão entrou em crise e deixou de ser dominante a partir do século XIV.