(FGV-SP 2023) - QUESTÃO

Leia o fragmento abaixo escrito por José Bonifácio no século XIX, e depois assinale a alternativa correta:
“O imperador tinha só dois caminhos a seguir, ou ser verdadeiramente constitucional, ou absoluto; no primeiro caso nada tinha que temer dos brasileiros, no segundo corria grandes azares, mas com juízo e constância poderia obter seu fim; mas hesitando constantemente, seguindo as circunstâncias, decerto há de vir a ser vítima sem falta.”
DOLHNIKOFF, Miriam (org.) José Bonifácio de Andrada e Silva.
Projetos para o Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1998, p. 225. 

a) D. Pedro I, diante das ameaças separatistas da oligarquia paulista, optou por impor um regime centralizado, em 1824, inspirado no absolutismo monárquico. 
b) A monarquia constitucional foi instaurada no Brasil com a emancipação política em 1822 e caracterizou-se pela estabilidade política. 
c) D. Pedro I, com a dissolução da Assembleia Constituinte em 1823, contrariou os interesses de parcela importante das oligarquias brasileiras. 
d) A adoção do Poder Moderador, em 1824, foi sugerida por setores da elite brasileira influenciados pelo liberalismo político estadunidense.
e) A implementação do parlamentarismo monárquico no Brasil, em 1824, foi estimulada pelas boas relações diplomáticas mantidas com a Inglaterra.


Após a Independência do Brasil, as elites que ajudaram D. Pedro I a conduzir o processo de emancipação desejavam ter maior participação política. As discussões variavam, principalmente, no que diz respeito à centralização política na capital, ou seja, centrado em D. Pedro I, tal como defendia o Partido Português, ou em conceder maior autonomia às províncias, tal como defendia o Partido Brasileiro. As tensões entre os dois grupos ficaram mais acentuadas na ocasião da elaboração da primeira Assembleia Constituinte, a qual D. Pedro I dissolveu por considerar que a carta que estava sendo elaborada era excessivamente liberal, o que limitaria o seu poder. Optou, de outra forma, por outorgar uma Constituição, em 1824, que instituiu o Poder Moderador, pelo qual o Imperador poderia interferir nos outros poderes, assumindo, assim, um caráter controlador e centralizador, caracterizado por José Bonifácio no excerto como “absoluto”, o que desagradava parte das oligarquias brasileiras.

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