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(IVIN 2026) - QUESTÃO

A Batalha do Jenipapo, ocorrida em 13 de março de 1823, às margens do rio Jenipapo, em Campo Maior (PI), foi um dos episódios mais sangrentos da Guerra da Independência do Brasil. Nela, piauienses, maranhenses e cearenses enfrentaram as tropas portuguesas comandadas pelo Major João José da Cunha Fidié, em defesa da libertação do país. Sobre esse acontecimento histórico, assinale a alternativa que melhor descreve a realidade dos fatos:
A) A batalha resultou em vitória imediata dos brasileiros, consolidando a independência na região. 
B) O confronto foi marcado pela participação popular, com lavradores e sertanejos lutando contra tropas bem armadas.
C) A luta ocorreu imediatamente após o grito da independência por Pedro I às margens do rio Ipiranga.
D) O episódio teve pouca relevância, não sendo considerado parte da Guerra da Independência. 
E) A batalha foi travada apenas por tropas profissionais do Exército brasileiro, sem envolvimento da população local.

(Albert Einstein 2024) - QUESTÃO

A Independência [...] concebeu a ideia de Império e preservou os interesses enraizados em torno do Paço do Rio de Janeiro. Também incluiu a criação de um Estado que centralizava a América portuguesa e conseguiu impedir a fragmentação do território, sobretudo em comparação com a experiência da América espanhola – trouxe ao Império a adesão das províncias, ainda que com o uso da força. Vitoriosa, a Independência manteve a escravidão e determinou a especificidade política do Estado que se formou no Brasil e de seu sistema de governo definido por uma monarquia constitucional representativa. 
(Heloisa M. Starling e Antonia Pellegrino (orgs.). Independência do Brasil: as mulheres estavam lá, 2022.)

Ao tratar da Independência do Brasil, o excerto destaca 
a) a influência econômica europeia, definida pela dependência em relação ao mercado britânico. 
b) o caráter negociado de um processo pacífico, distinto do que ocorreu na América espanhola. 
c) o prevalecimento do modelo monárquico absolutista, herdado da antiga metrópole portuguesa. 
d) a construção da unidade política nacional, obtida por meio de estratégias político-militares. 
e) a realização de um conjunto de reformas sociais, extinguindo as formas compulsórias de trabalho. 

(FGV-SP 2023) - QUESTÃO

Leia o fragmento abaixo escrito por José Bonifácio no século XIX, e depois assinale a alternativa correta:
“O imperador tinha só dois caminhos a seguir, ou ser verdadeiramente constitucional, ou absoluto; no primeiro caso nada tinha que temer dos brasileiros, no segundo corria grandes azares, mas com juízo e constância poderia obter seu fim; mas hesitando constantemente, seguindo as circunstâncias, decerto há de vir a ser vítima sem falta.”
DOLHNIKOFF, Miriam (org.) José Bonifácio de Andrada e Silva.
Projetos para o Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1998, p. 225. 

a) D. Pedro I, diante das ameaças separatistas da oligarquia paulista, optou por impor um regime centralizado, em 1824, inspirado no absolutismo monárquico. 
b) A monarquia constitucional foi instaurada no Brasil com a emancipação política em 1822 e caracterizou-se pela estabilidade política. 
c) D. Pedro I, com a dissolução da Assembleia Constituinte em 1823, contrariou os interesses de parcela importante das oligarquias brasileiras. 
d) A adoção do Poder Moderador, em 1824, foi sugerida por setores da elite brasileira influenciados pelo liberalismo político estadunidense.
e) A implementação do parlamentarismo monárquico no Brasil, em 1824, foi estimulada pelas boas relações diplomáticas mantidas com a Inglaterra.

(ENEM 2019) - QUESTÃO

Entre os combatentes estava a mais famosa heroína da Independência. Nascida em Feira de Santana, filha de lavradores pobres, Maria Quitéria de Jesus tinha trinta anos quando a Bahia começou a pegar em armas contra os portugueses. Apesar da proibição de mulheres nos batalhões de voluntários, decidiu se alistar às escondidas. Cortou os cabelos, amarrou os seios, vestiu-se de homem e incorporou-se às fileiras brasileiras com o nome de Soldado Medeiros. 
GOMES, L. 1822. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2010. 

No processo de Independência do Brasil, o caso mencionado é emblemático porque evidencia a 
a) rigidez hierárquica da estrutura social. 
b) inserção feminina nos ofícios militares. 
c) adesão pública dos imigrantes portugueses. 
d) flexibilidade administrativa do governo imperial. 
e) receptividade metropolitana aos ideais emancipatórios. 

( Albert Einstein 2017) - QUESTÃO

“A vinda da Corte com o enraizamento do Estado português no Centro-Sul daria início à transformação da colônia em metrópole interiorizada. Seria esta a única solução aceitável para as classes dominantes em meio à insegurança que lhes inspiravam as contradições da sociedade colonial, agravadas pelas agitações do constitucionalismo português e pela fermentação mais generalizada no mundo inteiro da época, que a Santa Aliança e a ideologia da contrarrevolução na Europa não chegavam a dominar.” 
Maria Odila Leite da Silva Dias. A interiorização da metrópole e outros estudos. São Paulo: Alameda, 2005. 

O texto oferece uma interpretação da independência do Brasil, que implica 

A) o reconhecimento da importância do processo de emancipação, que influenciou a luta por autonomia na Europa e em outras partes da América, impulsionou a economia mundial e estabeleceu as bases para um pacto social dentro do Brasil. 
B) a caracterização da emancipação como um ato meramente formal, uma vez que ela não foi acompanhada de alterações significativas no cenário político, nem de reformas sociais e econômicas capazes de romper a dependência externa do Brasil. 
C) o reconhecimento da complexidade do processo de emancipação, afetado simultaneamente por movimentos como os reflexos da Revolução Francesa, a Revolução do Porto, as disputas políticas na metrópole e na colônia e as tensões sociais dentro do Brasil. 
D) a caracterização da emancipação como uma decorrência inevitável do declínio econômico português provocado pela invasão napoleônica, pelo endividamento crescente com a Inglaterra e pela redução nos recursos obtidos com a colonização do Brasil.

RESPOSTA: C

(FAAP 2016) - QUESTÃO

 Na ótica do sistema social brasileiro, a Independência do Brasil não significou um rompimento com o passado, sobretudo porque: 

a) o parque industrial e a produção agrícola do Sudeste, apesar de vigorosos, destinaram parcos recursos para a melhoria das condições de vida da população. 
b) a organização produtiva continuou tendo como base o trabalho escravo, e a propriedade de terras continuou a ser privilégio de setores privilegiados da elite. 
c) a crise das relações diplomáticas com a Inglaterra impediu o fornecimento de produtos vitais para o abastecimento dos habitantes dos espaços urbanos. 
d) o conflito da Confederação do Equador impediu o governo de estabelecer uma política social consistente, por ter que desviar recursos sociais para combater os confederados.
e) os indígenas continuaram sendo utilizados como mão-de-obra barata nos grandes centros urbanos ao lado de escravos africanos.

RESPOSTA: B 

(UEMA 2015) - QUESTÃO

Leia o fragmento abaixo.

" [...] Se a supressão do nexo colonial não se refletiu na condição de escravo nem afetou a natureza da escravidão mercantil, ela alterou a situação econômica do senhor que deixou de sofrer o peso da 'espoliação colonial‘ e passou a contar, por conseguinte, com todas as vantagens da 'espoliação escravista' que não fossem absorvidas diretamente pelos mecanismos secularizados do comércio internacional".
Fonte: FERNANDES, Florestan. Circuito Fechado: quatro ensaios sobre o "poder institucional". São Paulo: Globo, 2010.

Baseando-se no fragmento de Florestan Fernandes, pode-se afirmar que a independência do Brasil

a) dificultou o fortalecimento da economia nacional.
b) fortaleceu o setor econômico escravista nacional.
c) extinguiu o tráfico de pessoas escravizadas ao país.
d) rompeu com a estrutura econômica baseada na escravidão.
e) aumentou a dependência brasileira aos interesses portugueses.

RESPOSTA: B