(FAMERP 2026) - QUESTÃO

A União Africana (UA) apoiou uma campanha para acabar com o uso por governos e organizações internacionais do mapa-múndi de Mercator, do século XVI. Fara Ndiaye, cofundadora da organização Speak Up Africa, disse que o mapa afetou a identidade e o orgulho dos africanos, especialmente das crianças que podem encontrá-lo cedo na escola. Selma Malika Haddadi, vicepresidente da UA, afirmou que a sua instituição apoiou a campanha, acrescentando que ela se alinha com seu objetivo de “reivindicar o lugar de direito da África no cenário global”, em meio a crescentes pedidos de reparação pelo colonialismo e pela escravidão. 
(www.theguardian.com, 15.08.2025. Adaptado.)

A crítica à utilização da projeção de Mercator fundamentase 
a) nas fronteiras artificiais dos países africanos, estabelecidas por países europeus no contexto colonial. 
b) na incorreção das coordenadas geográficas da África, suprimindo a posição do continente no Hemisfério Norte. 
c) nas distorções das áreas desérticas na África, ampliando os espaços para desestimular a ocupação humana. 
d) na falta de precisão do tamanho da África, subrepresentada quando comparada ao Norte Global. 
e) na omissão de dados relativos às riquezas naturais africanas, adotada para legitimar a expropriação durante a colonização europeia.


A crítica à projeção de Mercator fundamenta-se no fato de que ela distorce as áreas dos continentes, ampliando as regiões de altas latitudes, sobretudo Europa e América do Norte, e reduzindo visualmente a África, que aparece muito menor do que seu tamanho real. Essa distorção cartográfica não é apenas técnica, mas possui efeitos simbólicos e políticos, pois contribui para a desvalorização da centralidade, da dimensão territorial e da importância histórica do continente africano, afetando a construção identitária e a percepção geopolítica global. Ao defender o abandono do mapa de Mercator, a União Africana busca questionar heranças do eurocentrismo e reivindicar uma representação mais justa da África no cenário mundial

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