Do ponto de vista brasileiro em relação ao conflito é preciso distinguir dois momentos separados por vários meses: o da declaração de guerra às chamadas forças do Eixo, em 1942, e o envio da FEB [Força Expedicionária Brasileira] à Itália. Foi o clamor popular que motivou o primeiro momento exigindo do governo Vargas a entrada do Brasil no combate. O segundo momento, o da criação da FEB, deveu-se a alguns fatores básicos, entre eles a necessidade dos militares brasileiros de receberem o equipamento e treinamento. A isso se somava o desejo de Vargas de mudar a situação política interna, em cujo contexto sua já caduca ditadura se desgastava visivelmente.
(Luis Felipe da Silva Neves. “Nas trincheiras contra Hitler”. In: Luciano Figueiredo (org.). História do Brasil para ocupados, 2013.)
O desfecho da guerra mencionada no excerto provocou,
no cenário internacional e brasileiro,
a) a proibição dos partidos comunistas e o avanço do
capitalismo liberal e democrático.
b) o desgaste da política populista de massas e o fim dos
governos de esquerda na Europa.
c) o recrudescimento das divergências e dos combates
entre fascistas e comunistas.
d) o declínio do militarismo e a disposição de setores
políticos divergentes para o diálogo.
e) a queda de regimes autoritários e a valorização de
ideais democráticos no Ocidente.
A derrota das forças do Eixo levou ao término dos
regimes nazifascistas, sendo compreendida como
uma vitória de ideais democráticos. No Brasil, a
manutenção do Estado Novo – de orientação fascista
– foi posta em xeque, favorecendo um processo de
redemocratização que culminou na deposição de
Getúlio Vargas em 29 de outubro de 1945.
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