A União Africana (UA) apoiou uma campanha
para acabar com o uso por governos e organizações
internacionais do mapa-múndi de Mercator, do século
XVI. Fara Ndiaye, cofundadora da organização Speak Up
Africa, disse que o mapa afetou a identidade e o orgulho
dos africanos, especialmente das crianças que podem
encontrá-lo cedo na escola. Selma Malika Haddadi, vicepresidente da UA, afirmou que a sua instituição apoiou
a campanha, acrescentando que ela se alinha com
seu objetivo de “reivindicar o lugar de direito da África
no cenário global”, em meio a crescentes pedidos de
reparação pelo colonialismo e pela escravidão.
(www.theguardian.com, 15.08.2025. Adaptado.)
A crítica à utilização da projeção de Mercator fundamentase
a) nas fronteiras artificiais dos países africanos,
estabelecidas por países europeus no contexto
colonial.
b) na incorreção das coordenadas geográficas da África,
suprimindo a posição do continente no Hemisfério
Norte.
c) nas distorções das áreas desérticas na África,
ampliando os espaços para desestimular a ocupação
humana.
d) na falta de precisão do tamanho da África, subrepresentada quando comparada ao Norte Global.
e) na omissão de dados relativos às riquezas naturais
africanas, adotada para legitimar a expropriação
durante a colonização europeia.