(FAMEMA 2026) - QUESTÃO

Para ter o status de cidadão romano não bastava nascer no espaço delimitado da cidade, afinal, os escravizados não eram cidadãos — salvo se ganhassem a liberdade. Ser cidadão era, na verdade, fazer parte do que Roma tinha construído. Mas essa cidadania tinha níveis, variando de uma cidadania completa àquelas de menor poder, em suma, havia uma hierarquia de poderes dentro dessa ideia de cidadania. Ser um cidadão romano, então, era fazer parte de um ideário oriundo da educação e respeitar os costumes antigos, estar disposto a cumprir seus deveres solicitados por Roma e ter, em contrapartida, seus direitos assistidos pelo governo. 

(Carlos Carvalhar. “O que era ser um romano?”. Jamaxi, no 1, v. 6, 2022. Adaptado.)

Segundo o excerto, a cidadania romana 
a) reproduzia o modelo grego baseado na participação em assembleias. 
b) assegurava igualdade entre todos os cidadãos em relação à influência política. 
c) exigia participação na política conforme a tradição e a legislação romana. 
d) era atribuída pelo local de nascimento dentro do espaço urbano de Roma. 
e) garantia acesso a direitos civis para todos os habitantes do Império.


O conjunto de condições primordiais para assegurar ao indivíduo as benesses da cidadania eram: participar da educação tradicional romana, aceitar seus valores e praticar os deveres que lhe eram exigidos. Portanto, o gozo dos privilégios não se firmava no direito de nascimento. 
Obs.: A construção da cidadania em Roma foi um processo histórico que passou pelas lutas entre a plebe e os patrícios além da presença dos escravos e libertos na sociedade. As tensões provocaram modificações políticas e Roma tornou-se um caso excepcional no mundo antigo pois havia a possibilidade de extensão da cidadania a homens livres apesar da existência de diversas restrições à concessão e cidadania aos libertos e dessa maneira não bastava ser livre para obter a cidadania, conforme sugere o texto.

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