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(FAMERP 2026) - QUESTÃO

Leia o soneto “Tortura”, da poeta portuguesa Florbela Espanca (1894-1930).

Tirar dentro do peito a Emoção,
A lúcida Verdade, o Sentimento!
— E ser, depois de vir do coração,
Um punhado de cinza esparso ao vento!...

Sonhar um verso de alto pensamento,
E puro como um ritmo de oração!
— E ser, depois de vir do coração,
O pó, o nada, o sonho dum momento...

São assim ocos, rudes, os meus versos:
Rimas perdidas, vendavais dispersos,
Com que eu iludo os outros, com que minto!

Quem me dera encontrar o verso puro,
O verso altivo e forte, estranho e duro,
Que dissesse, a chorar, isto que sinto!!

(Florbela Espanca. Sonetos, 2025.)

Depreende-se do soneto que o ideal estético do eu lírico norteia-se pelo seguinte critério: 
a) beleza. 
b) sinceridade. 
c) compreensibilidade. 
d) erudição. 
e) originalidade.

(MACKENZIE 2023) - QUESTÃO

Pesca amorosa 
(Madrigal) 
 
Foi no mar de um cuidado 
Meu coração pescado; 
Anzóis, os olhos belos; 
São linhas teus cabelos 
Com solta gentileza, 
Cupido, pescador; isca, a beleza. 

Manuel Botelho de Oliveira (1636-1711)

Leia as afirmações abaixo. 
I. O poema é exaltação do trabalhador braçal brasileiro, mediante a representação do marinheiro, embora seja erroneamente considerado um poema de amor. 
II. Cupido, importante deidade da Antiguidade Clássica, é citado no poema de maneira equivocada: não há relação desta personagem com a temática de “Pesca amorosa”. 
III. O poema é construído em torno de metáforas que relacionam atributos da beleza feminina, dos relacionamentos e do amor, personificado na igura mítica do Cupido, com o ato de pescar no mar. 

Assinale a alternativa correta. 
a) A afirmação I está correta. 
b) A afirmação II está correta. 
c) A afirmação III está correta. 
d) Nenhuma das afirmações está correta. 
e) Todas as afirmações estão corretas.

(MACKENZIE 2023) - QUESTÃO

As meninas da gare  

Eram três ou quatro moças bem moças e bem gentis 
Com cabellos mui pretos pelas espadoas 
E suas vergonhas tão altas e tão saradinhas 
Que de nós as muito bem olharmos 
Não tínhamos nenhuma vergonha 

Oswald de Andrade (1890-1954) 

Leia as afirmações abaixo. 
I. A grafia de cabellos, mui e espadoas é proposital, pois se trata de uma imitação, irônica, da ortografia de documentos históricos escritos na época do primeiro século de colonização europeia do território brasileiro. 
II. Utilizando dicção sisuda, Oswald de Andrade escreveu o poema “As meninas da gare” como uma crítica social naturalista à condição da mulher brasileira no começo do século XX. 
III. Os versos de “As meninas da gare” revelam a desconexão do poema de Oswald de Andrade com a sua futura carreira como um dos pilares do modernismo brasileiro. 
Assinale a alternativa correta. 
a) A afirmação I está correta. 
b) A afirmação II está correta. 
c) A afirmação III está correta. 
d) Nenhuma das afirmações está correta. 
e) Todas as afirmações estão corretas. 

(ALBERT EINSTEIN 2023) - QUESTÃO

Leia o poema “Casamento”, de Adélia Prado
Casamento
Há mulheres que dizem: 
Meu marido, se quiser pescar, pesque, 
mas que limpe os peixes. 
Eu não. A qualquer hora da noite me levanto, 
ajudo a escamar, abrir, retalhar e salgar. 
É tão bom, só a gente sozinhos na cozinha, 
de vez em quando os cotovelos se esbarram, 
ele fala coisas como ‘este foi difícil’ 
‘prateou no ar dando rabanadas’ 
e faz o gesto com a mão. 
O silêncio de quando nos vimos a primeira vez 
atravessa a cozinha como um rio profundo. 
Por fim, os peixes na travessa, 
vamos dormir. 
Coisas prateadas espocam: 
somos noivo e noiva. 
(Italo Moriconi (org.).
Os cem melhores poemas brasileiros do século, 2001.) 

Os versos do poema revelam que o eu lírico 
a) tem um casamento idêntico ao de outras mulheres, pois se recusa a fazer atividades por obrigação. 
b) faz uma crítica ao casamento, ao mostrar que algumas mulheres são silenciadas por maridos abusivos. 
c) diverge de outras mulheres quanto ao casamento, já que deixa as tarefas mais árduas para o marido. 
d) considera o casamento uma parceria, porque as tarefas compartilhadas podem reforçar a relação do casal. 
e) ratifica a opinião de outras mulheres, uma vez que estabelece condições para as vontades do marido.

(UNESP 2021) - QUESTÃO

 Leia o poema “Ausência”, de Carlos Drummond de Andrade, para responder.

Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus
[braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
(Corpo, 2015.)
Depreende-se do poema que 
a) a ausência, uma vez incorporada, torna-se parte constitutiva do eu lírico. 
b) a ausência, convertida em falta, passa a suprir uma carência do eu lírico. 
c) a falta e a ausência, convertidas em instâncias internas, aliviam a solidão do eu lírico. 
d) a falta e a ausência, uma vez personificadas, tornam-se companheiras do eu lírico. 
e) a falta, uma vez convertida em ausência, passa a ser verbalizada pelo eu lírico.

(FMABC) - QUESTÃO

 Leia o trecho do livro O fim da Terra e do Céu, de Marcelo Gleiser

Durante toda a história da humanidade, a passagem do tempo sempre foi vista com um misto de fascínio e terror. Como todos os seres vivos, nós nascemos, atingimos a maturidade, procriamos e morremos. Mas, aparentemente, apenas nós temos consciência de nossa mortalidade. Essa consciência é uma bênção e uma maldição. Na tentativa de produzir um legado que, esperamos, sobreviva à nossa curta vida, nós criamos obras de arte e teorias, temos filhos e ajudamos aqueles que sofrem necessidades. No entanto, indiferente às nossas criações e paixões, a morte continua a causar desespero, lágrimas e gritos contra a injustiça, comprovando nossa derrota final diante da onipotência da Natureza em criar e destruir. Para aliviar o medo da morte e a dor de perder uma pessoa amada, as religiões do Leste e do Oeste transformaram o fim da vida em um evento que vai muito além da mera incapacidade de um corpo continuar a funcionar. Algumas designam a vida e a morte como etapas igualmente importantes de um eterno ciclo de existência, enquanto outras prometem a vida eterna no Paraíso para aqueles que seguirem seus preceitos. (O fim da Terra e do Céu, 2011.)

De acordo com o texto, 
a) a história da humanidade é a história da progressiva submissão da Natureza à vontade humana. 
b) a percepção da própria finitude parece ser algo que caracteriza os seres humanos frente aos demais seres vivos. 
c) a vontade desesperada de transcender a própria finitude constitui o principal legado humano. 
d) a consciência de que o legado dos seres humanos está destinado à destruição parece ser a principal fonte do sofrimento humano. 
e) a morte constitui um evento que não se restringe à mera incapacidade física de um corpo.  

(ALBERT EINSTEIN) - QUESTÃO

Quando o dr. Café foi nomeado diretor do Serviço de Construção de Albergues e Hospedarias, anunciou aos quatro ventos que não atenderia a pistolões.

Sabe toda a gente em que consiste o pistolão ou o cartucho. É uma carta ou cartão de pessoa influente, de amigo ou amiga, de chefão político que faz as altas autoridades torcerem a justiça e o direito.

Café tinha anunciado que não atenderia absolutamente aos tais “cartuchos”; que ia decidir por si todos os casos e questões.

Firme em tal propósito, ele se trancara no gabinete e lia os regulamentos que inteiramente desconhecia, sobretudo os da sua repartição.

Naquele dia, o doutor teve notícia de que um moço o

procurava.

Deu ordem a um contínuo que o fizesse entrar.

— Que deseja?

— Vossa excelência há de perdoar-me o incômodo. Eu desejava ser nomeado porteiro do albergue da ilha do Governador.

— Há albergue lá?

— Há sim, senhor.

Café pensou um tempo e disse com rapidez:

— Não conheço bem o senhor. Quem me garante a sua idoneidade para o cargo?

— Vossa excelência disse que não admitia empenhos...

— É verdade...

— Mas saberá vossa excelência que eu...

— É, é... O senhor deve fazer-se recomendar.

— Tenho mesmo já a recomendação.

— De quem é?

— Do senador Xisto.

— Deixe-me ver.

Café leu a carta e lembrou-se de que esse senador tinha concorrido muito para a nomeação dele.

Leu e respondeu:

— Pode ir. Amanhã estará nomeado.

(Sátiras e outras subversões, 2016.)

A crônica permite caracterizar o dr. Café como 
a) austero. 
b) persistente. 
c) corruptível. 
d) impertinente. 
e) inflexível.

(ALBERT EINSTEIN) - QUESTÃO

 A depressão, tão em voga em nossos dias quanto foi a histeria nos tempos de Freud, é uma expressão da dor psíquica que desafia todas as pretensões da ciência de programar a vida humana na direção de uma otimização de resultados. Fatia de mercado disputada pelos laboratórios farmacêuticos, os depressivos formam um grupo desunido e incômodo a desafiar, ainda que inadvertidamente, a norma do bem-estar predominante nas sociedades ditas avançadas: estas que se tornaram incapazes de refletir sobre a dor de viver. Estas que, convencidas de que a riqueza se mede pela abundância de mercadorias em circulação, tornaram-se incapazes de tolerar a falta, de criar estéticas para o vazio, de usufruir da lentidão e vislumbrar o saber contido na tristeza.

A experiência da depressão talvez prove que algo no humano resiste à aliança entre tecnologia e publicidade, assim como às novas formas de credo que elas promovem. Do homem, sabemos, a máquina de moer carne capitalista aproveita até o berro: os depressivos, porém, não oferecem nem isso. Os depressivos não berram. Seu silêncio, seu recolhimento, sua falta de interesse por todas as ofertas do gozo em circulação, fazem do depressivo a expressão do sintoma social contemporâneo. O depressivo, como no verso do poeta suicida Torquato Neto, desafina o coro dos contentes nestas primeiras décadas do século XXI. (Adauto Novaes (org.). Mutações, 2008. Adaptado.)

De acordo com a autora, 
a) os depressivos tornaram-se, ainda que involuntariamente, insensíveis ao próprio sofrimento. 
b) as sociedades ditas avançadas demoraram a se desvencilhar da ideia de riqueza enquanto abundância de mercadorias. 
c) as sociedades ditas avançadas impuseram a seus cidadãos uma espécie de exigência de bem-estar. 
d) os depressivos, ainda que de modo pouco articulado, desafiam os interesses dos laboratórios farmacêuticos. 
e) os depressivos, na medida em que buscam se adequar às normas sociais, acabam colaborando para o próprio sofrimento.

(UNESP 2020) - QUESTÃO

 Leia o soneto “VII”

Onde estou? Este sítio desconheço:

Quem fez tão diferente aquele prado?

Tudo outra natureza tem tomado,

E em contemplá-lo, tímido, esmoreço.

Uma fonte aqui houve; eu não me esqueço

De estar a ela um dia reclinado;

Ali em vale um monte está mudado:

Quanto pode dos anos o progresso!

Árvores aqui vi tão florescentes,

Que faziam perpétua a primavera:

Nem troncos vejo agora decadentes.

Eu me engano: a região esta não era;

Mas que venho a estranhar, se estão presentes

Meus males, com que tudo degenera!

(Cláudio Manuel da Costa. Obras, 2002.)

Considerando o contexto histórico-geográfico de produção do soneto, as transformações na paisagem assinaladas pelo eu lírico relacionam-se à seguinte atividade econômica: 

a) indústria. 

b) extrativismo vegetal. 

c) agricultura. 

d) extrativismo mineral. 

e) pecuária.

(UNESP 2020) - QUESTÃO

Leia o soneto “VII”

Onde estou? Este sítio desconheço:

Quem fez tão diferente aquele prado?

Tudo outra natureza tem tomado,

E em contemplá-lo, tímido, esmoreço.

Uma fonte aqui houve; eu não me esqueço

De estar a ela um dia reclinado;

Ali em vale um monte está mudado:

Quanto pode dos anos o progresso!

Árvores aqui vi tão florescentes,

Que faziam perpétua a primavera:

Nem troncos vejo agora decadentes.

Eu me engano: a região esta não era;

Mas que venho a estranhar, se estão presentes

Meus males, com que tudo degenera!

(Cláudio Manuel da Costa. Obras, 2002.)

O tom predominante no soneto é de 

a) ingenuidade. 

b) apatia. 

c) ira. 

d) ironia. 

e) perplexidade.

(SANTA CASA) - QUESTÃO

Leia o poema de Claudio Manuel da Costa 

Pastores, que levais ao monte o gado,
Vede lá como andais por essa serra,
Que para dar contágio a toda a terra
Basta ver-se o meu rosto magoado:

Eu ando (vós me vedes) tão pesado,
E a Pastora infiel, que me faz guerra,
É a mesma que em seu semblante encerra
A causa de um martírio tão cansado.

Se a quereis conhecer, vinde comigo,
Vereis a formosura, que eu adoro;
Mas, não; tanto não sou vosso inimigo:

Deixai, não a vejais, eu vo-lo imploro;
Que se seguir quiserdes o que eu sigo,
Chorareis, ó Pastores, o que eu choro.
(Domício Proença Filho (org.). Roteiro da poesia brasileira, 2006.)

O uso da palavra “inimigo” (3ª estrofe) é explicado pelo fato de que o eu lírico 
a) ameaça os Pastores, informando que passará à posição de adversário daquele que se aproximar da Pastora. 
b) reconhece que teria sido imprudente se não alertasse os Pastores sobre o perigo de se aproximarem da Pastora. 
c) conclui que não é muito amigo aquele que se afasta de seu grupo pelo amor de uma mulher. 
d) admite que, ao contrário do que desejava, não tinha com a Pastora uma relação ideal. 
e) decide se libertar da relação amorosa, afastando-se da mulher que antes amava.

Leia o texto abaixo para responder as questões (1) e (2).

A voz subterrânea 

Às vezes ouvia-se um canto surdo, 
que parecia vir debaixo da terra. 
Até que os homens da superfície, 
para desvendar o mistério,
puseram-se a fazer escavações. 
Sim! eram os homens das minas, 
que um desabamento ali havia aprisionado. 
E ninguém suspeitava da sua existência, 
porque já haviam passado três ou quatro gerações! 
Mas a luz forte das lanternas não os ofuscou: 
eles estavam cegos 
– todos, homens, mulheres, crianças. 
Eles estavam cegos... e cantavam! 
QUINTANA, Mario. Baú de espantos. 1. ed. Rio de Janeiro: Objetiva, 2014. 

01. (PUC-PR) Os sinais de pontuação são importantes elementos de expressividade em textos de caráter poético. Assim, em “A voz subterrânea”, é CORRETO afirmar que

a) os pontos de exclamação nos versos 6 e 9 têm a mesma finalidade, a saber, rechaçar a incredulidade do autor frente os eventos apresentados. 
b) o travessão do verso 12 introduz um diálogo metafórico, por isso pode também ser entendido como um elemento de realce. 
c) as reticências do verso 13 pervertem o momento de maior tensão do texto, criando um paradoxo entre as duas orações do mesmo verso. 
d) a vírgula do verso 6 possibilita a ordem indireta da oração adjetiva do verso 7, pois introduz uma explicação quando uma restrição era esperada. 
d) os dois-pontos usados no verso 10 servem para introduzir uma elucidação sobre a afirmação feita antes desse sinal, no mesmo verso.

02.  (PUC-PR) Os acontecimentos descritos por Quintana em seu texto podem ser postos em ordem cronológica pelo leitor: “havia aprisionado” > “ouvia-se” > “puseram-se”. Sobre os tempos verbais dessa relação, é CORRETO afirmar que

a) o pretérito imperfeito do indicativo é o evento mais recente, uma vez que descreve um evento pontual no passado sem duração de tempo. 
b) o pretérito perfeito do indicativo representa o evento intermediário, já que denota uma ação cujo acontecimento é duradouro no passado. 
c) o pretérito imperfeito do indicativo descreve a ação mais passada em relação às outras duas, porque é o tempo verbal dos eventos contínuos. 
d) o pretérito mais-que-perfeito composto do indicativo veicula o evento mais anterior, pois se refere a uma ação que acontece antes das outras. 
e) o pretérito mais-que-perfeito composto do indicativo tem o mesmo valor do pretérito perfeito do indicativo, dado que indicam simultaneidade.


(PUC PR 2018) - QUESTÃO

[...] O menino ouviu a narrativa de um arqueiro que passou anos e anos treinando a arte do arco e flecha, até se tornar um especialista. Ao chegar a uma reunião com outros arqueiros, encontrou uma extensa parede com inúmeros alvos – e flechas cravadas bem no centro deles. O arqueiro ficou impressionado. Não acreditava que uma única pessoa havia feito aquilo. Era uma proeza. Uma multidão de flechas milimetricamente no centro dos alvos, quem realizou aquele feito? Havia um garotinho perto dos alvos e o arqueiro perguntou: “Você sabe quem lançou essas flechas?”. E o garoto disse: “Sim, fui eu”. O arqueiro não conseguia acreditar. Como assim? Aquele garotinho era o responsável por tamanha façanha? Então o menino contou como fez aquilo: “Primeiro eu jogo a flecha e depois pinto o alvo ao redor”. [...]  
Disponível em: . Acesso em: 13/06/17. (Excerto). 

Os ditados populares e provérbios têm a propriedade de sintetizar interpretações sobre fatos da vida cotidiana, geralmente ilustrados por narrativas que contêm quebras de expectativa. Considerando essas informações, o possível provérbio que melhor sintetiza o texto é 

a) Não adianta chorar sobre o leite derramado.  
b) Água mole em pedra dura tanto bate até que fura.  
c) Cada macaco no seu galho.  
d) Quem com ferro fere, com ferro será ferido.  
e) Em terra de cego, quem tem um olho é rei. 

Texto para as questões de 01 a 03

Vença a guerra contra a obesidade
  1. Enxugar as medidas deixou de ser há algum tempo uma questão puramente estética. Desde que a ciência passou a relacionar obesidade à hipertensão, colesterol alto e diabete, entre outros problemas, afinar a cintura virou o alvo de todos aqueles que buscam uma vida saudável. E esse desafio se apresenta com força total ao Brasil. Nos últimos 35 anos, o número de homens com mais de 20 anos acima do peso subiu de 18,5 para 50%, e o de mulheres cresceu de 28,7 para 48%. 
  2. Se nada for feito, em menos de dez anos alcançaremos as mesmas estatísticas de obesidade dos Estados Unidos, um dos primeiros colocados no ranking mundial do problema, mas dá para reverter esse quadro. Exercitar-se 150 minutos por semana, dormir bem e até levar o cachorro para passear são pequenos passos para a grande vitória contra a síndrome do excesso de peso no país.  (www.emagrecebrasil.com.br)
01. (Mackenzie - 2012) - Assinale a alternativa correta sobre o texto. 
a) É uma carta aberta com estrutura rígida que apresenta o ponto de vista de seu autor sem chegar, no entanto, a uma conclusão específica. 
b) É um relato, considerando que há transmissão de um posicionamento pessoal situado num tempo e espaço específicos. 
c) Por conter dados estatísticos, caracteriza-se essencialmente como um relatório de apresentação de resultados obtidos em um procedimento específico. 
d) A narração no tempo presente de um fato cotidiano permite que se classifique o texto como um gênero leve de narrativa, tal como na crônica. 
e) A finalidade do texto é esclarecer e orientar a população sobre determinado assunto e persuadi-la a uma mudança de comportamento.

02. (Mackenzie - 2012) - Assinale a alternativa que melhor explica o significado de síndrome tal como presente no texto. 
a) Estado de obesidade em que se encontra a população. 
b) Associação de uma situação crítica a um conjunto de sinais e características. 
c) Equivalente a hipertensão, obesidade e colesterol alto. 
d) Medo diante de uma situação muito crítica. 
e) Restrição física, mental ou sensorial, causada por fatores sociais.

03. (Mackenzie - 2012) - Assinale a alternativa correta. 
a) O texto explora fundamentalmente uma questão estética em relação ao aumento de peso, sugerindo, na sua conclusão, estratégias para voltar à boa forma. 
b) Por meio de um confronto de argumentos, há no texto uma discussão implícita a respeito de a obesidade ser incorretamente tachada de doença no mundo ocidental. 
c) Há, na exposição das ideias do texto, comparações que possibilitam ao leitor verificar que a obesidade é um problema exclusivamente norte-americano. 
d) O texto defende que a obesidade é um problema essencialmente masculino, relacionado ao sedentarismo dos envolvidos exclusivamente com o trabalho. 
e) Por meio de uma linguagem clara e objetiva, o texto associa a obesidade não só a uma questão de saúde pública, mas também a uma necessária alteração de hábitos.


(Mackenzie - 2012) - QUESTÃO

Pequei, Senhor, mas não porque hei pecado, 
Da vossa alta piedade me despido, 
Porque, quanto mais tenho delinquido, 
Vos tenho a perdoar mais empenhado. 
Gregório de Matos, “A Jesus Cristo Nosso Senhor”
Observação: 
hei pecado = tenho pecado 
delinquido = agido de modo errado

É traço relevante na caracterização do estilo de época a que pertence o texto:
a) a progressão temática que constrói forças de tensão entre pecado e salvação.
b) a linguagem musical que sugere os enigmas do mundo onírico do poeta.
c) os aspectos formais, como métrica, cadência e esquema rímico, que refletem o desequilíbrio emocional do eu lírico.
d) a fé incondicional nos desígnios de Deus, única via para o conhecimento verdadeiro e redentor.
e) a força argumentativa de uma poesia com marcas exclusivas de ideais antropocêntricos.


(Mackenzie - 2012) - QUESTÃO

Pequei, Senhor, mas não porque hei pecado, 
Da vossa alta piedade me despido, 
Porque, quanto mais tenho delinquido, 
Vos tenho a perdoar mais empenhado. 
Gregório de Matos, “A Jesus Cristo Nosso Senhor”
Observação: 
hei pecado = tenho pecado 
delinquido = agido de modo errado

Na estrofe, o poeta 
a) dirige-se ao Senhor para confessar os pecados e submete-se à penitência para obter a redenção espiritual. 
b) invoca Deus para manifestar, com muito respeito e humildade, a intenção de não mais pecar. 
c) estabelece um diálogo de igual para igual com a divindade, sugerindo sua pretensão de livrar-se do castigo e da piedade de Deus. 
d) confessa-se pecador e expressa a convicção de que será abençoado com a graça divina. 
e) arrepende-se dos pecados cometidos, acreditando que, assim, terá assegurada a salvação da alma. 

(Mackenzie - 2012) - QUESTÃO

Um leão envelhecido, não podendo mais procurar alimento por sua própria conta, julgou que devia arranjar um jeito de fazer isso. E, então, foi a uma caverna, deitou-se e se fingiu de doente. Dessa forma, quando recebia a visita de outros animais, ele os pegava e os comia. Depois que muitas feras já tinham morrido, uma raposa, ciente da armadilha, parou a certa distância da caverna e perguntou ao leão como ele estava. Como ele respondesse: “Mal!” e lhe perguntasse por que ela não entrava, disse a raposa: “Ora, eu entraria se não visse marcas de muitos entrando mas de ninguém saindo”. 
Esopo - escritor grego do século VI a.C.

Assinale a alternativa que melhor expressa a moral depreendida pela leitura do texto.
a) Os homens sensatos, tendo prova dos perigos, podem prevê-los e evitá-los.
b) São insensatos os homens que, na esperança de bens maiores, deixam escapar o que têm na mão.
c) Alguns homens, não conseguindo realizar seus negócios por incapacidade, acusam as circunstâncias.
d) Entre os homens, os mentirosos se vangloriam apenas quando não há ninguém para contestá-los.
e) É preciso reconhecer aquele que fez o bem e a esse dar o reconhecimento.


(Mackenzie - 2012) - QUESTÃO

Um leão envelhecido, não podendo mais procurar alimento por sua própria conta, julgou que devia arranjar um jeito de fazer isso. E, então, foi a uma caverna, deitou-se e se fingiu de doente. Dessa forma, quando recebia a visita de outros animais, ele os pegava e os comia. Depois que muitas feras já tinham morrido, uma raposa, ciente da armadilha, parou a certa distância da caverna e perguntou ao leão como ele estava. Como ele respondesse: “Mal!” e lhe perguntasse por que ela não entrava, disse a raposa: “Ora, eu entraria se não visse marcas de muitos entrando mas de ninguém saindo”. 
Esopo - escritor grego do século VI a.C.
Considere as seguintes afirmações: 
I. O texto é uma fábula, pois, a partir de uma pequena história envolvendo animais, há uma lição a ser tirada dos fatos relatados. 
II. No texto há a representação de estereótipos do comportamento humano: o leão, representando a velhice e o poder; e a raposa, representando a esperteza. 
III. O texto apresenta na breve narrativa um conflito que evidencia uma oposição de interesses, levando a história para sua conclusão. 

Assinale: 
a) se apenas as alternativas I e II estiverem corretas. 
b) se apenas as alternativas I e III estiverem corretas. 
c) se apenas as alternativas II e III estiverem corretas. 
d) se todas as alternativas estiverem corretas. 
e) se nenhuma das alternativas estiver correta.

(ENEM) - QUESTÃO

A DANÇA E A ALMA

A DANÇA? Não é movimento,
súbito gesto musical.
É concentração, num momento,
da humana graça natural.

No solo não, no éter pairamos,
nele amaríamos ficar.
A dança – não vento nos ramos;
seiva, força, perene estar.

Um estar entre céu e chão,
novo domínio conquistado,
onde busque nossa paixão
libertar-se por todo lado...

Onde a alma possa descrever
suas mais divinas parábolas
sem fugir à forma do ser,
por sobre o mistério das fábulas.

(Carlos Drummond de Andrade. Obra completa. Rio de Janeiro: Aguilar, 1964. p. 366.)

A definição de dança, em linguagem de dicionário, que mais se aproxima do que está expresso no poema é 
a) a mais antiga das artes, servindo como elemento de comunicação e afirmação do homem em todos os momentos de sua existência. 
b) a forma de expressão corporal que ultrapassa os limites físicos, possibilitando ao homem a liberação de seu espírito. 
c) a manifestação do ser humano, formada por uma seqüência de gestos, passos e movimentos desconcertados. 
d) o conjunto organizado de movimentos do corpo, com ritmo determinado por instrumentos musicais, ruí- dos, cantos, emoções etc. 
e) o movimento diretamente ligado ao psiquismo do indivíduo e, por conseqüência, ao seu desenvolvimento intelectual e à sua cultura.

                                                                                                                             Resposta: B

(ENEM) - QUESTÃO

A Propaganda pode ser definida como divulgação intencional e constante de mensagens destinadas a um determinado auditório visando criar uma imagem positiva ou negativa de determinados fenômenos. A Propaganda está muitas vezes ligada à ideia de manipulação de grandes massas por parte de pequenos grupos. Alguns princípios da Propaganda são: o princípio da simplificação, da saturação, da deformação e da parcialidade. 
(Adaptado de Norberto Bobbio, et al. Dicionário de Política)

Segundo o texto, muitas vezes a propaganda 

a) não permite que minorias imponham idéias à maioria. 
b) depende diretamente da qualidade do produto que é vendido. 
c) favorece o controle das massas difundindo as contradições do produto. 
d) está voltada especialmente para os interesses de quem vende o produto. 
e) convida o comprador à reflexão sobre a natureza do que se propõe vender.

                                                                                                                             Resposta: D