Esta arte trabalha sobre uma dicotomia, quase uma
dilaceração. De um lado, as determinações católicas contrarreformistas — a obrigação de tratar dos temas bíblicos e
da vida de santos; a perspectiva teocêntrica, que considera
Deus como o centro do mundo, o eixo da vida. De outro, as
solicitações do mundo — os temas da vida real, como as
conquistas, as maravilhas inventadas pelos homens, segundo a perspectiva antropocêntrica, que considera o homem
a medida de todas as coisas. Daí aparecem tensões entre
o divino e o humano, o tema religioso e o tema mundano, o
sublime e o profano, o alto e o baixo, etc.
(Luís Augusto Fischer. Literatura brasileira: modos de usar, 2013.
Adaptado.)
O texto trata da arte
a) renascentista.
b) árcade.
c) romântica.
d) simbolista.
e) barroca.
O Barroco se caracteriza pela “dicotomia” e pelos
conflitos gerados entre dois polos, o das “determinações católicas contrarreformistas” e o antagônico, o que contém “ as solicitações do mundo ( ...)
a perspectiva antropocêntrica, que considera o
homem a medida de todas as coisas “. Esses dilemas
insolúveis levam o artista desse período a dúvidas
constantes e às “tensões entre o divino e o humano, o
tema religioso e o tema mundano, o sublime e o
profano, o alto e o baixo”, conforme afirma o
fragmento apresentado.
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