(UNESP 2017) - QUESTÃO

Desde já a ciência entra, portanto, no nosso domínio de romancistas, nós que somos agora analistas do homem, em sua ação individual e social. Continuamos, pelas nossas observações e experiências, o trabalho do fisiólogo que continuou o do físico e o do químico. Praticamos, de certa forma, a Psicologia científica, para completar a Fisiologia científica; e, para acabar a evolução, temos tão somente que trazer para nossos estudos sobre a natureza e o homem o instrumento decisivo do método experimental. Em uma palavra, devemos trabalhar com os caracteres, as paixões, os fatos humanos e sociais, como o químico e o físico trabalham com os corpos brutos, como o fisiólogo trabalha com os corpos vivos. O determinismo domina tudo. É a investigação científica, é o raciocínio experimental que combate, uma por uma, as hipóteses dos idealistas, e substitui os romances de pura imaginação pelos romances de observação e de experimentação. (Émile Zola. O romance experimental, 1982. Adaptado.)
Depreendem-se do comentário do escritor francês Émile Zola preceitos que orientam a corrente literária 
a) simbolista. 
b) árcade. 
c) naturalista. 
d) romântica. 
e) barroca.



Émile Zola, autor responsável pelo ínicio do Naturalismo francês, afirma que a literatura deve “trabalhar com os caracteres, as paixões, os fatos humanos e sociais” de forma semelhante ao exercício praticado pelos químicos e físicos, isto é, a partir da observação e experimentação, as quais caracterizam a investigação científica, princípios básicos norteadores dos romances naturalistas influenciados, principalmente, pelo Determinismo de Taine.