(Albert Einstein 2026) - QUESTÃO

[...] historicamente, os quilombos foram comunidades dinâmicas forjadas não fora, mas dentro da sociedade escravista; comunidades que simultaneamente transformaram o mundo no qual todos viviam. As geografias insurgentes [...] foram claramente baseadas na existência de laços e práticas econômicas forjadas dentro da escravidão e motivadas por camaradagem, medo ou oportunismo.
Nenhum deles expressou uma explícita ideologia antiescravista, mas suas ações desestabilizaram a escravidão por dentro. Para os quilombolas, abandonar seus senhores e trabalhar como pessoas livres diante dos olhos dos proprietários foi uma forma de rejeitar a escravidão. 

(Yuko Miki. “Fugir para a escravidão: as geografias insurgentes dos quilombolas brasileiros, 1880-1881”. In: Flávio Gomes e Petrônio Domingues (orgs.). Políticas da raça: experiências e legados da abolição e da pós-emancipação no Brasil, 2014.)

O excerto caracteriza a ação dos quilombos no Brasil préabolição como 
a) um modelo de organização social igualitária e dotada de mecanismos que impediam a exploração do homem pelo homem. 
b) uma reação desenvolvida dentro da lógica do sistema escravista e capaz de evidenciar uma alternativa ao trabalho compulsório. 
c) um esforço claro de mobilizar os escravizados e articular formas de derrubar o regime monárquico e escravista. 
d) uma prática aceita dentro do sistema escravista e exemplar da peculiaridade da escravidão pacífica existente desde o período colonial. 
e) um movimento coeso de resistência republicana e embasado nos valores franceses de igualdade, liberdade e fraternidade.



De acordo com o excerto, os quilombos se constituíram como uma forma de resistência ao escravismo, não por empreenderem uma organização militar de enfrentamento direto à sociedade escravocrata do II Reinado, mas por ser um espaço onde negros e outros membros de grupos subalternizados viviam e livremente produziam escapando das condições de trabalho vigentes na sociedade diretamente controlada pelos homens brancos.

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