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(Albert Einstein 2024) - QUESTÃO

Pode-se dizer que até hoje a maior parte das noções sobre arte, seus limites e suas tarefas, foi definida por este movimento: nós pensamos, como seus autores, que a arte deve ter relação direta com a vida real; que o indivíduo é realmente a medida das coisas; que o artista é um sujeito que sofre mais que nós e expressa sua experiência de modo exemplar, cumprindo assim uma espécie de missão; que a arte deve sempre se renovar. 
(Luís Augusto Fischer. Literatura brasileira: modos de usar, 2013. Adaptado.)
O texto trata do movimento 
a) barroco. 
b) árcade. 
c) realista. 
d) simbolista. 
e) romântico.

(SANTA CASA) - QUESTÃO

Leia o poema de Claudio Manuel da Costa 

Pastores, que levais ao monte o gado,
Vede lá como andais por essa serra,
Que para dar contágio a toda a terra
Basta ver-se o meu rosto magoado:

Eu ando (vós me vedes) tão pesado,
E a Pastora infiel, que me faz guerra,
É a mesma que em seu semblante encerra
A causa de um martírio tão cansado.

Se a quereis conhecer, vinde comigo,
Vereis a formosura, que eu adoro;
Mas, não; tanto não sou vosso inimigo:

Deixai, não a vejais, eu vo-lo imploro;
Que se seguir quiserdes o que eu sigo,
Chorareis, ó Pastores, o que eu choro.
(Domício Proença Filho (org.). Roteiro da poesia brasileira, 2006.)

Claudio Manuel da Costa é um poeta amplamente associado ao Arcadismo. No poema, uma característica dessa escola literária está expressa:
a) na descrição do impasse entre dois mundos igualmente imperfeitos, a tediosa vida dos pastores e as desventuras da vida amorosa. 
b) na utilização da temática pastoril, contrapondo a vida tranquila dos pastores ao sofrimento e à desilusão amorosa do eu lírico. 
c) no retrato da vida pastoril como tediosa em relação aos atributos positivos da vida urbana e à intensidade do sentimento amoroso. 
d) na configuração de um momento de indecisão entre dois mundos inconciliáveis, a tranquilidade do campo e a vida agitada nas cidades. 
e) no elogio à vida bucólica de um eu lírico integrado ao campo, em um cotidiano simples, pleno de pequenas recompensas.

(FATEC 2017/2) - QUESTÃO

Olavo Bilac foi poeta brasileiro, identificado com o movimento literário intitulado Parnasianismo. Uma das características literárias desse movimento é o uso de rimas ricas, ou seja, rimas entre palavras de classes gramaticais diferentes. Assinale a alternativa que apresenta uma rima rica entre um verbo e um substantivo. 
a) “Que não oprime nem magoa o peito,/ Misturado de estima e de respeito.” 
b) Que nada mais do que possui queria,/ Amor, que os exageros repudia.” 
c) “Viva sempre a paixão que me consome,/ Eu, eu tenha sempre, ao murmurar teu nome.” 
d) “E com tão pouco vive satisfeito.../ Misturado de estima e respeito.” 
e) “Sem uma queixa, sem um lamento!/ O coração, malgrado o sofrimento.” 

(UNIFESP - 2017) - QUESTÃO

Nesta obra, o autor optou por uma situação narrativa que se define pelo movimento de aproximação e distanciamento da substância sensível da realidade retratada, como forma de solidarizar-se com seus personagens e, ao mesmo tempo, sustentar uma posição crítica rigorosa ante a “desgraça irremediável que os açoita”. Relativiza, assim, a onisciência da terceira pessoa e reconstitui, pela via literária, o hiato entre seu saber de intelectual e a indigência dos retirantes – alteridade que buscou compreender pelo exercício artístico da palavra enxuta e medida. Com a cautela de quem não se permite explicitar significados ou avançar conclusões, o narrador condiciona a narração à expectativa dos personagens, através do uso intensivo do discurso indireto livre, que dá forma à sondagem interior pretendida e singulariza os destinos representados. (Wander Melo Miranda. “Texto introdutório”. In: Silviano Santiago (org). Intérpretes do Brasil, vol 2, 2000. Adaptado.) 

Tal comentário aplica-se à obra 

A) Morte e vida severina, de João Cabral de Melo Neto. 
B) Os sertões, de Euclides da Cunha. 
C) Vidas secas, de Graciliano Ramos. 
D) Capitães da Areia, de Jorge Amado. 
E) Grande sertão: veredas, de Guimarães Rosa.

---------------------------------------------------------------------------------- RESPOSTA: C

(UNIFESP - 2017) - QUESTÃO

Caracterizou-o sempre um sincero amor pelas coisas de sua terra, pela sua gente, e se existe obra que possa ser chamada de brasileira, é a dele. Se seus assuntos eram o homem e a terra do Brasil, apanhados no Norte, no Sul, no Centro, a forma por que os explorava era também brasileira, pela sintaxe que empregava e pelos modismos que introduzia. O Brasil do campo e o das cidades está presente em sua obra, assim como o homem da sociedade, o homem da rua e o trabalhador rural. Abarcou os aspectos mais variados da nossa sensibilidade e da nossa formação, constituindo sua obra um painel a que nada falta, inclusive o índio, que nela tem participação considerável. 
(José Paulo Paes e Massaud Moisés (orgs). Pequeno dicionário de literatura brasileira, 1980. Adaptado.)

Tal comentário refere-se ao escritor 

A) Machado de Assis. 
B) Manuel Antônio de Almeida. 
C) José de Alencar. 
D) Aluísio Azevedo. 
E) Guimarães Rosa
---------------------------------------------------------------------------------- RESPOSTA: C

(UNIFESP - 2017) - QUESTÃO

Predomina neste movimento uma tônica mais cosmopolita, intimamente ligada às modas literárias da Europa, desejando pertencer ao mesmo passado cultural e seguir os mesmos modelos, o que permitiu incorporar os produtos intelectuais da colônia inculta ao universo das formas superiores de expressão. Ao lado disso, tal movimento continuou os esboços particularistas que vinham do passado local, dando importância relevante tanto ao índio e ao contato de culturas, quanto à descrição da natureza, mesmo que fosse em termos clássicos. (Antonio Candido. Iniciação à literatura brasileira, 2010. Adaptado.) 

Tal comentário refere-se ao seguinte movimento literário brasileiro:

A) Romantismo.
B) Classicismo.
C) Naturalismo.
D) Barroco.
E) Arcadismo


                                                                                                                             Resposta: E

(UFPR - 2017) - QUESTÃO

Com base na leitura integral do “Sermão de Santo Antonio aos peixes”, de Antonio Vieira, assinale a alternativa correta. 

a) O texto se estrutura através de uma rede de analogias em que os peixes são equiparados à própria palavra de Deus. 
b) A palavra de Deus é comparada ao sal da terra, mas nunca consegue fertilizá-la, porque falta à terra a leveza dos peixes. 
c) Depois de ser lançado ao mar pelos homens, Santo Antonio foi reconduzido à praia pelos peixes, tornando-se exemplo da conduta cristã. 
d) O sal da terra é a palavra de Cristo e, segundo a parábola citada no sermão, ele preferiu pregar para os peixes a pregar para os homens. 
e) A terra, mesmo infértil, poderia ser melhor cultivada, caso houvesse pregadores que soubessem semear a boa palavra
--------------------------------------------------------------------RESPOSTA: E

(UFPR - 2017) - QUESTÃO

A respeito dos romances Clara dos Anjos, de Lima Barreto, e Fogo Morto, de José Lins do Rego, assinale a alternativa correta. 

a) Clara dos Anjos é um romance memorialístico, no qual os acontecimentos rememorados permitem compreender a origem da família da protagonista; Fogo Morto é um romance intimista que dá a conhecer a vida de um núcleo familiar aristocrático ao longo da década de 1930. 
b) Os pontos de vista narrativos desses romances diferem um do outro, porque, em Clara dos Anjos, o narrador participa da trama como personagem, narrando acontecimentos de que participou, enquanto, em Fogo Morto, o narrador é onisciente, dedicando-se a investigar a alma dos personagens. 
c) Nos dois romances, as mulheres pobres não recebem educação formal e são submetidas a uma rotina de violência familiar. Seu destino é o enlouquecimento, como acontece com Marta e Neném em Fogo Morto, ou a insubmissão, como acontece com Clara dos Anjos, que abandona a casa dos pais. 
d) Nos dois romances, a cultura popular aparece representada pela música, que agrada a diferentes personagens: em Clara dos Anjos, a modinha aproxima Cassi Jones da família de Clara; em Fogo Morto, as histórias cantadas por José Passarinho ecoam o sofrimento dos personagens. 
e) Nos dois romances, observa-se a geografia suburbana, com favelas construídas em torno da linha férrea, com aglomerados humanos miscigenados e também com o subemprego dos personagens, como o carteiro Joaquim dos Anjos e o seleiro José Amaro

--------------------------------------------------------------------RESPOSTA: D

(FATEC 2017) - QUESTÃO

INTERROGAÇÃO

Não sei se isto é amor. Procuro o teu olhar, 
Se alguma dor me fere, em busca de um abrigo; 
E apesar disso, crês? nunca pensei num lar 
Onde fosses feliz, e eu feliz contigo.
Por ti nunca chorei nenhum ideal desfeito. 
E nunca te escrevi nenhuns versos românticos. 
Nem depois de acordar te procurei no leito, 
Como a esposa sensual do Cântico dos Cânticos.
Se é amar-te não sei. Não sei se te idealizo
A tua cor sadia, o teu sorriso terno...
Mas sinto-me sorrir de ver esse sorriso
Que me penetra bem, como este sol de Inverno.
Passo contigo a tarde e sempre sem receio 
Da luz crepuscular, que enerva, que provoca. 
Eu não demoro o olhar na curva do teu seio 
Nem me lembrei jamais de te beijar na boca.
Eu não sei se é amor. Será talvez começo.
Eu não sei que mudança a minha alma pressente... 
Amor não sei se o é, mas sei que te estremeço, 
Que adoecia talvez de te saber doente.
(PESSANHA, Camilo. Clepsidra. São Paulo: Núcleo, 1989.)

O escritor português Camilo Pessanha faz parte da escola literária denominada Simbolismo. 

Assinale a alternativa que possui uma característica desse movimento artístico presente no poema. 

A) Elipse, pois o autor omite todos os pronomes pessoais a fim de criar musicalidade. 
B) Bucolismo, pois o amor faz grande reverência à natureza ao evocar a sua sonoridade. 
C) Aliteração, pois o autor explora a repetição harmônica e ritmada de sons consonantais. 
D) Determinismo, pois o meio em que vive a pessoa amada determina o ritmo de sua vida. 
E) Ornamentação exagerada, pois há vocabulário ritmado com exclusividade de rimas ricas. 

_________________________________________ RESPOSTA: C

(Insper 2013) - QUESTÃO

É comum na obra de Machado de Assis a crítica à contradição entre aparência e essência. Essa crítica pode ser identificada no fragmento 

a) “Dr. Simão Bacamarte, filho da nobreza da terra e o maior dos médicos do Brasil, de Portugal e das Espanhas.” 
b) “entregou-se de corpo e alma ao estudo da ciência, alternando as curas com as leituras e demonstrando os teoremas com cataplasmas.” 
c) “casou com D. Evarista da Costa e Mascarenhas, senhora de vinte e cinco anos, viúva de um juiz de fora, e não bonita nem simpática.” 
d) “cobrir-se de ‘louros imarcescíveis’, - expressão usada por ele mesmo, mas em um arroubo de intimidade doméstica; exteriormente era modesto, segundo convém aos sabedores.” 
e) “– A saúde da alma, bradou ele, é a ocupação mais digna do médico.”

RESPOSTA: D

(PUC-PR 2016) - QUESTÃO

Leia o trecho do romance Dom Casmurro, de Machado de Assis.

“Agora, por que é que nenhuma dessas caprichosas me fez esquecer a primeira amada do meu cora- ção? Talvez porque nenhuma tinha os olhos de ressaca, nem os de cigana oblíqua e dissimulada. Mas não é esse propriamente o resto do livro. O resto é saber se a Capitu da praia da Glória já estava dentro da de Matacavalos, ou se esta foi mudada naquela por efeito de algum caso incidente. Jesus, filho de Sirach, se soubesse dos meus primeiros ciúmes, dir-me-ia, como no seu cap. IX, vers. 1: "Não tenhas ciú- mes de tua mulher para que ela não se meta a enganar-te com a malícia que aprender de ti". Mas eu creio que não, e tu concordarás comigo; se te lembras bem da Capitu menina, hás de reconhecer que uma estava dentro da outra, como a fruta dentro da casca. E bem, qualquer que seja a solução, uma coisa fica, e é a suma das sumas, ou resto dos restos, a saber, que a minha primeira amiga e o meu maior amigo, tão extremosos ambos e tão queridos também, quis o destino que acabassem juntando-se e enganando-me... A Terra lhes seja leve! Vamos à História dos Subúrbios”. 

Segundo o texto, pode-se afirmar que, após narrar sua história, Bentinho, o narrador-protagonista: 

A) conclui que Capitu já possuía, em criança, os traços psicológicos que a caracterizariam na idade adulta. 
B) apesar de concluir que Capitu o traiu, deve, inspirado na Bíblia, perdoar a ela e a Escobar, seu melhor amigo. 
C) não tem certeza de que Capitu o traiu, embora acredite que ela tenha se transformado muito desde a adolescência, aparecendo quando adulta como uma cigana traiçoeira e dissimulada. 
D) chega à conclusão de que Capitu nunca o traiu e que tudo não passou de sua imaginação. 
E) constata que Capitu e seu amigo Quincas Borba mantinham um caso desde a adolescência.  

RESPOSTA: A

(ENEM) - QUESTÃO

Mal secreto
Se a cólera que espuma, a dor que mora
N’aIma, e destrói cada ilusão que nasce,
Tudo o que punge, tudo o que devora
O coração, no rosto se estampasse;

Se se pudesse, o espirito que chora,
Ver através da máscara da face,
Quanta gente, talvez, que inveja agora
Nos causa, então piedade nos causasse!

Quanta gente que ri, talvez, consigo
Guarda um atroz, recôndito inimigo,
Como invisível chaga cancerosa!

Quanta gente que ri, talvez existe,
Cuja ventura única consiste
Em parecer aos outros venturosa!

(CORREIA, R. In: PATRIOTA, M. Para compreender Raimundo Correia. Brasilia: Alhambra, 1995.)

Coerente com a proposta parnasiana de cuidado formal e racionalidade na condução temática, o soneto de Raimundo Correia reflete sobre a forma como as emoções do indivíduo são julgadas em sociedade. Na concepção do eu lírico, esse julgamento revela que:
a) a necessidade de ser socialmente aceito leva o indivíduo a agir de forma dissimulada.
b) o sofrimento intimo torna-se mais ameno quando compartilhado por um grupo social.
c) a capacidade de perdoar e aceitar as diferenças neutraliza o sentimento de inveja.
d) o instinto de solidariedade conduz o indivíduo a apiedar-se do próximo.
e) a transfiguração da angústia em alegria é um artificio nocivo ao convívio social.

(ENEM 2014) - QUESTÃO (Q 817)

Vida obscura

Ninguém sentiu  o  teu espasmo obscuro
ó ser humilde entre os humildes seres,
embriagado, tonto de prazeres,
o mundo para ti foi negro e duro.

Atravessaste no silêncio escuro
a vida presa a trágicos deveres
e chegaste ao saber de altos saberes
tornando-te mais simples e mais puro.

Ninguém te viu o sofrimento inquieto,
magoado, oculto e aterrador, secreto,
que o coração te apunhalou no mundo,

Mas  eu que sempre te segui os  passos
sei que a cruz infernal prendeu-te os braços
e o teu suspiro como foi profundo!

 (SOUSA, C. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova  Aguilar, 1961)

Com  uma obra  densa e expressiva no Simbolismo brasileiro, Cruz e Souza  transpôs para seu  lirismo uma  sensibilidade em conflito com a realidade  vivenciada. No  soneto, essa percepção traduz-se em

(A)  sofrimento tácito diante  dos  limites impostos  pela  discriminação.

(B) tendência  latente ao  vício como resposta ao isolamento social.

(C) extenuação condicionada  a  uma rotina de  tarefas degradantes.

(D) frustração amorosa canalizada para as atividades intelectuais.

(E) vocação  religiosa  manifesta na  aproximação com a fé  cristã.

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RESPOSTA: A

(UNICAMP 2016) - QUESTÃO (Q 0454)

Cem anos depois

Vamos passear na floresta
Enquanto D. Pedro não vem.
D. Pedro é um rei filósofo,
Que não faz mal a ninguém.
Vamos sair a cavalo,
Pacíficos, desarmados:
A ordem acima de tudo.
Como convém a um soldado.
Vamos fazer a República,
Sem barulho, sem litígio,
Sem nenhuma guilhotina,
Sem qualquer barrete frígio.
Vamos, com farda de gala,
Proclamar os tempos novos,
Mas cautelosos, furtivos,
Para não acordar o povo.
(José Paulo Paes, O melhor poeta da minha rua, em Fernando Paixão (sel. e org.), Para gostar de ler. São Paulo: Ática, 2008, p.43.)

O tom irônico do poema em relação à história do Brasil põe em evidência

a) o modo como a democracia surge no Brasil por interferência do Imperador.
b) a maneira despótica como os republicanos trataram os símbolos nacionais.
c) a postura inconsequente que sempre caracterizou os governantes do Brasil.
d) a forma astuciosa como ocorreram os movimentos políticos no Brasil.

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RESPOSTA D

(UNICAMP 2016) - QUESTÃO (Q 0453)

No conto “Amor”, de Clarice Lispector, a percepção da personagem Ana, em relação ao seu mundo, é alterada de forma significativa pelo seguinte acontecimento:

a) os ovos quebrados no embrulho do jornal, que simbolizam a mudança psicológica da protagonista no relato ficcional.
b) o cego parado no ponto do bonde, que modifica a visão da protagonista em relação aos vínculos familiares.
c) o estouro do fogão da cozinha, que significa, no percurso narrativo, a ruptura psíquica da protagonista com a opressão da vida matrimonial.
d) a aparição súbita do gato no Jardim Botânico, que deflagra uma reviravolta afetiva de Ana com o seu amante.

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RESPOSTA B 

(UNICAMP 2016) - QUESTÃO (Q 0452)

Considere que uma das funções da comédia é corrigir os costumes ou criticar os valores de uma sociedade em um período histórico. O cômico em Lisbela e o prisioneiro é

a) progressista, porque as ações dramáticas das personagens afrontam a ordem policial e familiar e revelam a inconsistência moral dessa ordem.
b) liberal, porque visa a restaurar a ordem hierárquica das personagens de classe social superior em um mundo marcado por corrupção moral e religiosa.
c) radical, porque Citonho e Lisbela planejam a fuga dos presos, rompendo com o pacto da autoridade policial e com a norma do casamento monogâmico.
d) revolucionário, porque Frederico Evandro encarna a figura do justiceiro que desmoraliza a autoridade corrupta e os falsos sentimentos.
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RESPOSTA: A 

(FUVEST 2013) - QUESTÃO (Q 0298)

Os momentos históricos em que se desenvolvem os enredos de Viagens na minha terra, Memórias de um sargento de milícias e Memórias póstumas de Brás Cubas (quanto a este último, em particular no que se refere à primeira juventude do narrador) são, todos, determinados de modo decisivo por um antecedente histórico comum – menos ou mais imediato, conforme o caso. Trata-se da

a) invasão de Portugal pelas tropas napoleônicas.

b) turbulência social causada pelas revoltas regenciais.

c) volta de D. Pedro I a Portugal.

d) proclamação da independência do Brasil.

e) antecipação da maioridade de D. Pedro II.

(FUVEST 2013) - QUESTÃO (Q 0296)

Leia o seguinte texto.

O autor pensava estar romanceando o processo brasileiro de guerra e acomodação entre as raças, em conformidade com as teorias racistas da época, mas, na verdade, conduzido pela lógica da ficção, mostrava um processo primitivo de exploração econômica e formação de classes, que se encaminhava de um modo passavelmente bárbaro e desmentia as ilusões do romancista.
Roberto Schwarz. Adaptado.

Esse texto crítico refere-se ao livro

a) Memórias de um sargento de milícias.

b) Til.

c) O cortiço.

d) Vidas secas.

e) Capitães da areia.

(FUVEST 2013) - QUESTÃO (Q 0295)

Em Viagens na minha terra, assim como em

a) Memórias de um sargento de milícias, embora se situem ambas as obras no Romantismo, criticam-se os exageros de idealização e de expressão que ocorrem nessa escola literária.

b) A cidade e as serras, a preferência pelo mundo rural português tem como contraponto a ojeriza às cidades estrangeiras – Paris, em particular.

c) Vidas secas, os discursos dos intelectuais são vistos como “a prosa vil da nação”, ao passo que a sabedoria popular “procede da síntese transcendente, superior e inspirada pelas grandes e eternas verdades”.

d) Memórias póstumas de Brás Cubas, a prática da divagação e da digressão exerce sobre todos os valores uma ação dissolvente, que culmina, em ambos os casos, em puro niilismo.

e) O cortiço, manifestam-se, respectivamente, tanto o antibrasileirismo do escritor português quanto o antilusitanismo do seu par brasileiro, assim como o absolutismo do primeiro e o liberalismo do segundo.


(FUVEST 2013) - QUESTÃO (Q 0294)

V – O samba
À direita do terreiro, adumbra-se* na escuridão um
maciço de construções, ao qual às vezes recortam no
azul do céu os trêmulos vislumbres das labaredas
fustigadas pelo vento.
(...)
É aí o quartel ou quadrado da fazenda, nome que
tem um grande pátio cercado de senzalas, às vezes
com alpendrada corrida em volta, e um ou dois portões
que o fecham como praça d’armas.
Em torno da fogueira, já esbarrondada pelo chão,
que ela cobriu de brasido e cinzas, dançam os pretos o
samba com um frenesi que toca o delírio. Não se
descreve, nem se imagina esse desesperado
saracoteio, no qual todo o corpo estremece, pula,
sacode, gira, bamboleia, como se quisesse desgrudarse.
Tudo salta, até os crioulinhos que esperneiam no
cangote das mães, ou se enrolam nas saias das
raparigas. Os mais taludos viram cambalhotas e
pincham à guisa de sapos em roda do terreiro. Um
desses corta jaca no espinhaço do pai, negro fornido,
que não sabendo mais como desconjuntar-se, atirou
consigo ao chão e começou de rabanar como um peixe
em seco. (...)
José de Alencar, Til.
(*) “adumbra-se” = delineia-se, esboça-se.

Ao comentar o romance Til e, inclusive, a cena do capítulo “O samba”, aqui reproduzida, Araripe Jr., parente do autor e estudioso de sua obra, observou que esses são provavelmente os textos em que Alencar “mais se quis aproximar dos padrões” de uma “nova escola”, deixando, neles, reconhecível que, “no momento” em que os escreveu, “algum livro novo o impressionara, levando-o pelo estímulo até superfetar* a sua verdadeira índole de poeta”. Alguns dos procedimentos estilísticos empregados na cena aqui reproduzida indicam que a “nova escola” e o “livro novo” a que se refere o crítico pertencem ao que historiadores da literatura chamaram de

(*) “superfetar” = exceder, sobrecarregar, acrescentar-se (uma coisa a outra).

a) Romantismo-Condoreirismo.

b) Idealismo-Determinismo.

c) Realismo-Naturalismo.

d) Parnasianismo-Simbolismo.

e) Positivismo-Impressionismo.