➦ (PUC-RJ 2018) - “Em 1828 o Brasil despontava como o maior produtor
mundial de café, e, ao longo da década seguinte, os
valores obtidos com sua exportação ultrapassariam o
que o país amealhava com o envio de açúcar ao mercado
mundial. Quase toda essa produção, ademais, vinha
de uma só região. O vale do rio Paraíba do Sul, ou
simplesmente Vale do Paraíba, compreendendo terras
das províncias de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas
Gerais. (...) No início da década de 1830, o Brasil reinava
como o maior produtor mundial, bem à frente dos
demais competidores (Cuba, Java, Jamaica, Haiti)”.
MARQUESE, Rafael; TOMICH, Dale. O Vale do Paraíba escravista
e a formação do mercado mundial de café no século XIX. In: SALLES,
Ricardo; GRINBERG, Keila (org.). O Brasil Imperial, volume 2:
1831-1870. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2009, p. 339-383.
Sobre as condições que permitiram o desenvolvimento da
economia cafeeira no Império do Brasil e o domínio do
mercado mundial pelo café produzido no Brasil, assinale
a alternativa INCORRETA:
a) O desenvolvimento da cafeicultura no Vale do Paraíba
se beneficiou da grande disponibilidade de terras com
sua distribuição ainda não implementada.
b) A Revolução do Haiti (entre 1791 e 1804) desestabilizou
a produção cafeeira da ilha, retirando-a do mercado
mundial de café.
c) A existência prévia de vias que cruzavam a região e
de um sistema de transportes baseado em tropas de
mulas, que serviram ao escoamento da produção aurífera
no século XVIII, facilitou o escoamento da produção
cafeeira do Vale do Paraíba em direção aos
portos de exportação.
d) As leis que proibiam o tráfico de escravos para o território
do Império do Brasil, frutos da pressão inglesa,
acabaram por beneficiar a produção cafeeira do Vale
do Paraíba, uma vez que a utilização da mão de obra
de imigrantes se mostrou muito mais produtiva.
e) Um conflito fiscal entre Espanha e Estados Unidos na
década de 1830 retirou a produção cafeeira cubana
do principal mercado consumidor mundial de café à
época, o mercado norte-americano.