(FAMERP 2016) - QUESTÃO

A cidade grega é o modelo por excelência, origem e paradigma da democracia. É dela que retiramos as exigências constituídas de toda a política moderna. Mas a cidade grega não é uma democracia modelo. Ela funciona à custa de exclusões.
(Barbara Cassin et al. Gregos, bárbaros, estrangeiros, 1993. Adaptado.)

A afirmação do excerto é, aparentemente, contraditória, ao reafirmar a democracia grega como modelo e sustentar que o seu funcionamento era excludente. A aparente contradição ocorre porque

a) o governo era dirigido pela classe senatorial, embora os senadores fossem eleitos pelo conjunto dos cidadãos.
b) o poder político era exercido diretamente no interior das propriedades rurais, embora dele permanecessem afastados os que aravam a terra.
c) a pólis era internamente dividida em corporações de ofício, embora o governo geral fosse composto por um representante de cada uma delas.
d) a assembleia de cidadãos era formada por camponeses e artesãos, embora eles estivessem afastados dos assuntos  militares.
e) a participação dos cidadãos nas decisões públicas era plena e direta, embora mulheres, estrangeiros e escravos permanecessem fora da política.



➥ Resposta comentada: (e)
A democracia, criada na pólis de Atenas após as reformas de Clístenes, estabelecia que todo cidadão ateniense tinha o direito de participar da vida pública e dos negócios da cidade. Contudo, é importante ressaltar que a cidadania era algo restrito, já que para ser considerado cidadão em Atenas era necessário ser homem livre, maior de 18 anos e ser filho de pai e mãe atenienses. Dessa forma excluíam todas as mulheres, escravos e estrangeiros da cidadania e dos direitos políticos.

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