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(UNESP 2019) - QUESTÃO

– São uma formosura os governantes que tu modelaste, como se fosses um estatuário, ó Sócrates! [...]
– Ora pois! Concordais que não são inteiramente utopias o que estivemos a dizer sobre a cidade e a constituição; que, embora difíceis, eram de algum modo possíveis, mas não de outra maneira que não seja a que dissemos, quando os governantes, um ou vários, forem filósofos verdadeiros, que desprezem as honrarias atuais, por as considerarem impróprias de um homem livre e destituídas de valor, mas, por outro lado, que atribuem a máxima importância à retidão e às honrarias que dela derivam, e consideram o mais alto e o mais necessário dos bens a justiça, à qual servirão e farão prosperar, organizando assim a sua cidade?
(Platão. A República, 1987.)

O texto, concluído na primeira metade do século IV a.C., caracteriza 
a) a predominância das atividades econômicas rurais sobre as urbanas e enfatiza o primado da racionalidade. 
b) a organização da pólis e sustenta a existência de um governo baseado na justiça e na sabedoria. 
c) o caráter aristocrático da pólis durante o período das tiranias em Atenas e defende o princípio da igualdade social. 
d) a estruturação social da pólis e destaca a importância da democracia, consolidada durante o período de Clístenes. 
e) a importância da ação de legisladores, como Drácon e Sólon em Atenas, e apoia a consolidação da militarização espartana.

(SANTA CASA 2017) - QUESTÃO

O povo não tem sempre o costume assinalado de pôr uma pessoa qualquer à sua frente, fomentando o desenvolvimento da sua grandeza? [...] 
É, portanto, evidente que, quando a tirania se origina, é da semente deste protetor, e não de outra, que ela germina. [...] 
Porventura não é também assim que aquele que está à frente do povo e que, apanhando a multidão a obedecer-lhe, não se abstém do sangue dos da sua tribo [...]? Acaso para um homem assim não é forçoso, depois disto, e fatal, que pereça às mãos dos seus inimigos ou que se torne um tirano, transformando-se de homem em lobo? 

(Platão. A República, 1987.) 

Platão (428 a.C. - 348 a.C.), em A República, identifica os vários tipos de governos e governantes da Grécia Antiga. 

No texto, caracteriza-se a tirania como 

a) uma tendência absolutista comum em Esparta, que valorizava o respeito total aos governantes. 
b) uma etapa posterior à democracia, com a ascensão de legisladores dotados de pleno poder. 
c) um fenômeno que resultava da relação ambígua entre governantes autoritários e a população. 
d) uma forma de governo típica das pequenas cidades gregas, marcada pela irracionalidade dos governantes. 
e) uma estratégia de controle oligárquico, que favorecia os interesses das classes nobres da cidade.

                                                                                                                             Resposta: C

(ENEM 2016) - QUESTÃO

Os andróginos tentaram escalar o céu para combater os deuses. No entanto, os deuses em um primeiro momento pensam em matá-los de forma sumária. Depois decidem puni-los da forma mais cruel: dividem-nos em dois. Por exemplo, é como se pegássemos um ovo cozido e, com uma linha, dividíssemos ao meio. Desta forma, até hoje as metades separadas buscam reunir-se. Cada um com saudade de sua metade, tenta juntar-se novamente a ela, abraçando-se, enlaçando-se um ao outro, desejando formar um único ser.
PLATÃO. O banquete. São Paulo: Nova Cultural, 1987. 

No trecho da obra O banquete, Platão explicita, por meio de uma alegoria, o 

a) bem supremo como fim do homem. 
b) prazer perene como fundamento da felicidade. 
c) ideal inteligível como transcendência desejada. 
d) amor como falta constituinte do ser humano. 
e) autoconhecimento como caminho da verdade.
________________________________________ RESPOSTA: D

(ENEM 2012) - QUESTÃO ( Q 0388)

Para Platão, o que havia de verdadeiro em Parmênides era que o objeto de conhecimento é um objeto de razão e não de sensação, e era preciso estabelecer uma relação entre objeto racional e objeto sensível ou material que privilegiasse o primeiro em detrimento do segundo. Lenta, mas irresistivelmente, a Doutrina das Ideias formava-se em sua mente.

ZINGANO, M. Platão e Aristóteles: o fascínio da filosofia. São Paulo: Odysseus, 2012 (adaptado).

O texto faz referência à relação entre razão e sensação, um aspecto essencial da Doutrina das Ideias de Platão (427 a.C.-346 a.C.). De acordo com o texto, como Platão se situa diante dessa relação?

A) Estabelecendo um abismo intransponível entre as duas.

B) Privilegiando os sentidos e subordinando o conhecimento a eles.

C) Atendo-se à posição de Parmênides de que razão e sensação são inseparáveis.

D) Afirmando que a razão é capaz de gerar conhecimento, mas a sensação não.

E) Rejeitando a posição de Parmênides de que a sensação é superior à razão.

__________________
Resposta: D

(ENEM 2015) - QUESTÃO ( Q 0355)

Trasímaco estava impaciente porque Sócrates e os seus amigos presumiam que a justiça era algo real e importante. Trasímaco negava isso. Em seu entender, as pessoas acreditavam no certo e no errado apenas por terem sido ensinadas a obedecer às regras da sua sociedade. No entanto, essas regras não passavam de invenções humanas.

RACHELS, J. Problemas da Filosofia. Lisboa: Gradiva, 2009.

O sofista Trasímaco, personagem imortalizado no diálogo A República, de Platão, sustentava que a correlação entre justiça e ética é resultado de

A) determinações biológicas impregnadas na natureza humana.

B) verdades objetivas com fundamento anterior aos interesses sociais.

C) mandamentos divinos inquestionáveis legados das tradições antigas.

D) convenções sociais resultantes de interesses humanos contingentes.

E) sentimentos experimentados diante de determinadas atitudes humanas.