(UNIFESP - 2008) - QUESTÃO

Aquilo não era uma campanha, era uma charqueada. Não era a ação severa das leis, era a vingança. Dente por dente. Naqueles ares pairava, ainda, a poeira de Moreira César, queimado; devia-se queimar. Adiante, o arcabouço decapitado de Tamarindo; devia-se degolar. A repressão tinha dois pólos – o incêndio e a faca... Ademais, não havia temer-se o juízo tremendo do futuro. A História não iria até ali. (Euclides da Cunha, Os Sertões.) 

Essa passagem do livro 

(A) revela a preocupação que os protagonistas de ambos os lados tinham com relação às implicações políticas de suas ações. 
(B) denuncia mais do que a crueldade de ambos os lados, o sentimento de impunidade entre as forças da repressão. 
(C) mostra que ambos os lados em luta estavam determinados a destruir o adversário para não deixar provas de sua conduta. 
(D) critica veladamente a ausência de interesse por parte da opinião pública e da imprensa com relação ao episódio relatado. 
(E) indica que o autor, por acompanhar de longe os acontecimentos, deixou-se levar por versões que exageraram a crueldade da repressão.

RESPOSTA: B
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O texto transcrito faz referência ao sentimento de impunidade das forças governamentais apenas nas últimas linhas. O que prevalece nas palavras de Euclides, no entanto, é a descrição do desejo de vingar os mortos da terceira expedição contra Canudos, comandada pelos coronéis Moreira César e Tamarindo, chacinados pelos sertanejos.

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