Leia estas manchetes:
I – Câncer mata Hugo Chávez, líder populista da
Venezuela (Folha de S. Paulo, 06/03/2013)
II – Chorão é achado morto em apartamento de Pinheiros
(Folha de S. Paulo, 07/03/2013)
Considerando que as vozes verbais abrem um leque de
possibilidades expressivas, é correto afirmar que
a) em I, a opção pela voz ativa assume caráter de deboche
ao enfatizar que o poderoso líder foi vencido por uma
doença.
b) em II, a construção na voz passiva analítica tem o
intuito de colocar em evidência quem é o agente da
ação expressa pelo verbo.
c) em I, a predicação do verbo “matar” não permite,
segundo a norma padrão, a transposição para a voz
passiva analítica.
d) em II, a omissão do agente da passiva acentua o
mistério em torno da morte do cantor; já em I, o sujeito
agente esclarece a causa da morte.
e) em I, a opção pela voz ativa produz marcas de
subjetividade que revelam um enunciador simpatizante
do chavismo.
RESPOSTA: D
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Em II, a oração está na voz passiva analítica, mas não
possui agente da passiva, não se diz quem achou
Chorão morto, o que aumenta o mistério em relação à
sua morte. Em I, o sujeito agente “cancêr” é a razão
da morte de Hugo Chávez.
Em a, não há deboche; em b, não há agente da passiva;
em c, “matar” é verbo transitivo direto, o que possi -
bilita a transposição para a voz passiva ana lítica (Hugo
Chávez, líder populista da Venezuela, é morto por
câncer); em e, a frase é objetiva e não há nada que
indique “um enunciador simpatizante do chavismo”.
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